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terça-feira, 20 de junho de 2017

Comissão do Senado rejeita parecer sobre reforma trabalhista


Em uma reunião tensa, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado rejeitou, por 10 votos a 9, o texto principal da reforma trabalhista. Apesar da decisão marcar a primeira derrota do governo na tramitação do projeto, o texto segue normalmente para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O placar surpreendeu governistas e a própria oposição.  Senadores governistas trabalhavam com a expectativa de que o texto pudesse ser aprovado por placar de 11 a 8 ou com vantagem de 12 a 8, conforme o quórum da votação.
Com a rejeição do relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou em votação simbólica o voto em separado do senador Paulo Paim (PT-RS).
Esse será o documento chancelado pela CAS que acompanhará o projeto que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O parlamentar já havia apresentado voto em separado – espécie de relatório alternativo ao oficial. O nome do senador gaúcho foi aprovado pelos demais e, assim, o voto em separado de Paim foi submetido. Em votação simbólica, o texto foi aprovado pelo quórum da CAS.
O texto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o relator é o senador Romero Jucá (PMDB-RR). Se aprovada, segue para o plenário, onde todos os senadores darão a palavra final para uma das matérias prioritárias do governo.

terça-feira, 23 de maio de 2017

STF condena deputado Paulo Maluf a 7 anos e 9 meses por lavagem de dinheiro...

A maioria dos ministros da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) votou nesta terça-feira (23) pela condenação do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) a 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão em regime fechado e à perda do mandato na Câmara.
Ele é acusado de lavagem de dinheiro devido a movimentações bancárias de US$ 15 milhões entre 1998 e 2006 em contas na ilha de Jersey, paraíso fiscal localizado no Canal da Mancha.
A maioria dos ministros seguiu a indicação Edson Fachin, que considerou a lavagem de dinheiro um crime de “natureza permanente”, o que deve ter reflexo em futuras condenações da Operação Lava Jato, já que muitos dos políticos envolvidos no esquema de corrupção da Petrobrás são também acusados desse crime. Antes desse entendimento, o crime de lavagem prescrevia em dez anos.
Além de Fachin, votaram a favor da condenação de Maluf os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux. O único que votou pela absolvição de Maluf foi o ministro Marco Aurélio Mello, que considerou que o crime imputado a Maluf já perdeu a validade. "Eu votei pela prescrição. Não pensem que eu 'malufei'", declarou Marco Aurélio.
"Dinheiro público que foi desviado é dinheiro que não vai para a educação, não vai para a saúde, é dinheiro que não salva vidas. Punir esse tipo de delinquência é um marco da reestruturação do País. Ninguém deve ser punido para ser exemplo, somente se houver provas, e nesse caso há", disse Barroso.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) acusa Maluf de ter desviado de recursos de obras tocadas pelo Consórcio Águas Espraiadas, formado pelas construtoras OAS e Mendes Júnior e responsável por obras viárias em São Paulo. O desvio de recursos públicos de Maluf à frente da Prefeitura de São Paulo teria gerado prejuízo ao erário de cerca de US$ 1 bilhão.
Em conluio com seus parentes, Maluf teria ocultado e dissimulado a origem e natureza de recursos ilícitos por meio de transferência de valores envolvendo contas bancárias de fundos de investimentos.
A ação penal foi aberta em setembro de 2011 contra 11 acusados, entre eles Paulo Maluf e familiares. Somente o processo contra Maluf continua no Supremo, enquanto parentes passaram a responder na Justiça comum. Todos negam envolvimento no esquema.
No processo, os advogados de Maluf argumentaram que a ação não procede porque a acusação é de um suposto crime cometido antes de entrar em vigor a Lei da Lavagem de Dinheiro, que estabelece as punições para crimes do gênero. A lei foi editada em 1998.

domingo, 7 de maio de 2017

Emmanuel Macron é eleito presidente da França




O centrista pró-europeu Emmanuel Macron, de 39 anos, foi eleito neste domingo presidente da França - o mais jovem da história do país -, evitando, assim, que esta potência econômica mundial caísse nas mãos da adversária de extrema-direita, Marine Le Pen.

Com uma margem de 65,5% a 66,1% dos votos, à frente de Le Pen, com 33,9% e 34,5%, segundo estimativas de institutos independentes, este ex-banqueiro substituirá o socialista François Hollande, que se recusou a disputar a reeleição por falta de apoio popular e de quem foi ministro da Economia.
A abstenção no segundo turno teria variado entre 25,3% e 27%, segundo estimativas.

A taxa de participação às 13h de Brasília era de 65,3%, quatro pontos a menos que o primeiro turno (69,42%), segundo o ministério do Interior.

A taxa de participação neste horário foi a mais baixa desde 1969, segundo estimativas oficiais.

Macron vai governar uma França muito dividida politicamente entre zonas urbanas (privilegiadas e reformistas) e as despossuídas (tentadas pelos extremos). Macron, que não parece recuar diante dos desafios, tem vários de grande tamanho pela frente, como um desemprego endêmico de 10%, a luta antiterrorista e a crise da União Europeia (UE).

Ainda que Marine Le Pen, de 48 anos, tenha perdido por ampla margem, esta não foi não é uma derrota absoluta para ela, nem para seu partido, a Frente Nacional (FN), que convenceu de 33,9% a 34,5% do eleitorado com promessas contra a imigração e a zona do euro. Não apenas isto, mas criou-se um vácuo entre as principais forças políticas do panorama nacional.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Eleitor que não votou tem até esta terça para regularizar situação


O eleitor que não votou e não justificou a ausência nas últimas três eleições ou não pagou as multas correspondentes tem até esta terça-feira, 2, para regularizar sua situação perante a Justiça Eleitoral. Quem não o fizer, pode ter seu título cancelado, lembrando que a legislação considera cada turno um pleito diferente para efeito de cancelamento.Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em todo o país, mais de 1,8 milhão de eleitores estão com seus títulos irregulares por ausência nas três últimas eleições. Em São Paulo (SP), esse número chega a 118.837 eleitores; no Rio de Janeiro (RJ) o total é de 119.734; em Belo Horizonte (MG) são 26.570; em Salvador (BA), 31.263; e em Porto Alegre (RS), 18.782.
O cancelamento automático dos títulos de eleitores ocorrerá entre 17 a 19 de maio de 2017.
Os eleitores com voto facultativo (analfabetos, eleitores de 16 a 18 anos incompletos e maiores de 70 anos) ou com deficiência previamente informada à Justiça Eleitoral não necessitam comparecer ao cartório para regularizar a situação.
Para regularizar o título no cartório eleitoral, o eleitor deverá apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência e, se possuir, título eleitoral e os comprovantes de votação, de justificativa ou de quitação de multa.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Fachin autoriza inquérito para investigar 9 ministros, 29 senadores e 42 deputados federais, diz jornal Estado de São Paulo


O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Procuradoria Geral da República (PGR) a investigar 9 ministros, 29 senadores e 42 deputados federais que fazem parte da chamada "lista do Janot", afirmou nesta terça-feira (11) reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo".
Entre os alvos dos novos inquéritos, segundo o site da publicação, estão os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).
O teor das decisões de Fachin não foi divulgado oficialmente. O texto da reportagem informa que o jornal teve acesso a despachos do ministro, assinados eletronicamente no último dia 4.
Os pedidos de investigação apresentados em 14 de março ao Supremo pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se basearam nos depoimentos de 40 dos 78 delatores da Odebrecht, segundo informou o jornal.
De acordo com o site da publicação, Fachin autorizou a retirada do sigilo das 83 investigações que ele mandou abrir a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
A chamada "lista do Janot" contém 83 pedidos de abertura de inquérito, 211 pedidos de remessa de trechos das delações que citam pessoas sem foro no STF para outras instâncias da Justiça, 7 pedidos de arquivamento e 19 outras providências.
Segundo o jornal, o relator da Lava Jato também autorizou a investigação, no próprio STF, de um ministro do Tribunal de Contas da União, de três governadores e de 24 outros políticos e autoridades que, embora não tenham foro no tribunal, estão relacionados aos fatos narrados pelos colaboradores.

A lista dos investigados, segundo o jornal, é a seguinte:
MINISTROS (9)
PMDB (3)
Ministro da Casa Civil Eliseu Lemos Padilha (PMDB)
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Wellington Moreira Franco (PMDB)
Ministro de Estado da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB)

PSDB (2)
Ministro das Cidades Bruno Cavalcanti de Araújo (PSDB)
Ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB)

PPS (1)
Ministro da Cultura Roberto Freire (PPS)

PRB (1)
Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços Marcos Antônio Pereira (PRB)

PP (1)
Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Blairo Borges Maggi (PP)

PSD (1)
Ministro da Ciência e Tecnologia Gilberto Kassab (PSD)

SENADORES (29)
PMDB (9)
Romero Jucá Filho (PMDB-RR)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Edison Lobão (PMDB-MA)
Kátia Regina de Abreu (PMDB-TO)
Eunício Oliveira (PMDB-CE)
Eduardo Braga (PMDB-AM)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Marta Suplicy (PMDB-SP)

PSDB (7)
Aécio Neves (PSDB-MG)
Antônio Anastasia (PSDB-MG)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Dalírio José Beber (PSDB-SC)
José Serra (PSDB-SP)
Eduardo Amorim (PSDB-SE)
Ricardo Ferraço (PSDB-ES)

PT (4)
Paulo Rocha (PT-PA)
Humberto Sérgio Costa Lima (PT-PE)
Jorge Viana (PT-AC)
Lindbergh Farias (PT-RJ)

PSB (2)
Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
Lidice da Mata (PSB-BA)

DEM (2)
José Agripino Maia (DEM-RN)
Maria do Carmo Alves (DEM-SE)

PP (2)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Ivo Cassol (PP-RO)

PC do B (1)
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)

PTC (1)
Fernando Afonso Collor de Mello (PTC-AL)

PSD (1)
Omar Aziz (PSD-AM)

DEPUTADOS FEDERAIS (42)
PT (11)
Marco Maia (PT-RS)
Carlos Zarattini (PT-SP)
Nelson Pellegrino (PT-BA)
Maria do Rosário (PT-RS)
Vicente “Vicentinho” Paulo da Silva (PT-SP)
Vander Loubet (PT-MS)
Zeca Dirceu (PT-SP)
Zeca do PT (PT-MS)
Vicente Cândido (PT-SP)
Décio Lima (PT-SC)
Arlindo Chinaglia (PT-SP)


PP (5)
Mário Negromonte Jr. (PP-BA)
Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)
Cacá Leão (PP-BA)
Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)
Júlio Lopes (PP-RJ)

DEM (5)
Rodrigo Maia (DEM-RM), presidente da Câmara
José Carlos Aleluia (DEM-BA)
Felipe Maia (DEM-RN)
Ônix Lorenzoni (DEM-RS)
Rodrigo Garcia (DEM-SP)

PMDB (4)
Jarbas de Andrade Vasconcelos (PMDB-PE)
Pedro Paulo (PMDB-RJ)
Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA)
Daniel Vilela (PMDB-GO)

PSDB (4)
Jutahy Júnior (PSDB-BA)
Yeda Crusius (PSDB-RS)
João Paulo Papa (PSDB-SP)
Betinho Gomes (PSDB-PE)

PR (3)
João Carlos Bacelar (PR-BA)
Milton Monti (PR-SP)
Alfredo Nascimento (PR-AM)

PRB (2)
Celso Russomano (PRB-SP)
Beto Mansur (PRB-SP)

PSB (2)
José Reinaldo (PSB-MA), por fatos de quando era 
governador do Maranhão
Heráclito Fortes (PSB-PI)

PSD (2)
Antônio Brito (PSD-BA)
Fábio Faria (PSD-RN)

PC do B (1)
Daniel Almeida (PCdoB-BA)

PTB (1)
Paes Landim (PTB-PI)

PPS (1)
Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)

SD (1)
Paulinho da Força (SD-SP)
Ministros do TCU (1)
Vital do Rêgo Filho


SEM FORO NO STF (27)
Governadores (3)
Governador do Estado do Rio Grande do Norte Robinson Faria (PSD)
Governador do Estado do Acre Tião Viana (PT)
Governador do Estado de Alagoas, Renan Filho (PMDB)

Outros (24)
Prefeita Municipal de Mossoró/RN Rosalba Ciarlini (PP), ex-governadora do Estado
Valdemar da Costa Neto (PR)
Luís Alberto Maguito Vilela, ex-Senador da República e Prefeito Municipal de Aparecida de Goiânia entre os anos de 2012 e 2014
Edvaldo Pereira de Brito, então candidato ao cargo de senador pela Bahia nas eleições 2010
Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais/Codemig
Cândido Vaccarezza (ex-deputado federal PT)
Guido Mantega (ex-ministro)
César Maia (DEM), vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro e ex-deputado federal
Paulo Bernardo da Silva, então ministro de Estado
Eduardo Paes (PMDB), ex-prefeito do Rio de Janeiro
José Dirceu
Deputada Estadual em Santa Catarina Ana Paula Lima (PT-SC)
Márcio Toledo, arrecadador das campanhas da senadora Suplicy
Napoleão Bernardes, Prefeito Municipal de Blumenau/SC
João Carlos Gonçalves Ribeiro, que então era secretário de Planejamento do Estado de Rondônia
advogado Ulisses César Martins de Sousa, à época Procurador-Geral do Estado do Maranhão
Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, então candidato a vice-governador de Roraima, filho de Romero Jucá
Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio
Eron Bezerra, marido da senadora Grazziotin
Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu, em nome de quem teria recebido os recursos
Humberto Kasper
Marco Arildo Prates da Cunha
Vado da Famárcia, ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho
José Feliciano

quarta-feira, 29 de março de 2017

Governo anuncia decreto que revisa regulamento de inspeção sanitária .


Em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer e o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, assinaram decreto que revisa o Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa), que datava de 1952. 
O regulamento foi enxugado, de 952 para 542 artigos, e traz inovações como a instituição de penalidades leve, moderada, grave e gravíssima. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, de agora em diante, os estabelecimentos industriais que cometerem penas graves ou gravíssimas poderão ser interditados e ter seu registro de funcionamento cassado. O Rispoa é um conjunto de regras que guia a fiscalização agropecuária em unidades industriais que fabricam alimentos de produtos de origem animal (carnes, lácteos, ovos, pescado e mel). O novo regulamento também obriga que a renovação de rótulos de produtos de origem animal seja feita a cada 10 anos – hoje, não há prazo de validade para rótulos de embalagens para esses produtos. 
Entre outras novidades, a nova versão do Riispoa também reduziu de 18 para sete os tipos de carimbos do Serviço de Inspeção Federal (SIF) previstos pelo Ministério. Com o novo Riispoa instituiu um novo conceito de fiscalização por grau de risco sanitário. O decreto também prevê que sejam feitas análises de biologia molecular como exame de de DNA como parte da rotina de fiscalização. E possibilita o aproveitamento de matérias-primas e resíduos animais de estabelecimentos sob inspeção federal para elaboração de produtos não comestíveis.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Jose Serra pede demissão do Ministério das Relações Exteriores do governo Temer


O ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP), pediu demissão do cargo na noite desta quarta-feira (22).
Na carta enviada ao presidente Michel Temer, Serra disse que decidiu deixar a pasta "em razão de problemas de saúde"

Serra estava no cargo desde maio do ano passado, quando Temer assumiu como presidente em exercício.
O tucano é senador por São Paulo e tem mandato até 2022. Ele havia se licenciado para assumir o Itamaraty.
Ao longo do período em que ocupou o Ministério das Relações Exteriores, José Serra se envolveu em algumas polêmicas, como quando determinou o envio de uma circular a embaixadores em todo o mundo para rebater a tese da ex-presidente Dilma Rousseff de que ela foi vítima de um "golpe" no processo de impeachment.
Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, Serra entregou pessoalmente a carta de demissão a Temer na noite desta quarta, no Planalto.

Trechos da carta

Na carta de demissão, Serra diz que deixa o cargo "com tristeza'. Segundo o ministro, os problemas de saúde o impedem de cumprir as viagens internacionais necessárias ao cargo, além das atividades do dia a dia.
José Serra acrescenta, ainda, que os médicos estimam um período de quatro meses para o "restabelecimento adequado" da saúde.
"Para mim, foi motivo de orgulho integrar sua equipe. No Congresso, honrarei meu mandato de senador trabalhando pela aprovação de projetos que visem à recuperação da economia, ao desenvolvimento social e à consolidação democrática do Brasil", conclui José Serra na carta.

Problemas de saúde

Na carta de demissão, José Serra não especifica os problemas de saúde que enfrenta. Em dezembro do ano passado, o então ministro foi submetido a uma cirurgia na coluna no Hospital Sírio-Libanês.
Além disso, em janeiro de 2014, Serra foi submetido a uma cirurgia na próstata. Ele apresentava um quadro de hiperplasia prostática benigna, quando há aumento do órgão.
Antes disso, em julho de 2013, o ministro foi submetido a um cateterismo. À época, os médicos colocaram no coração dele um stent, mola metálica que expande a artéria e aumenta a capacidade de fluxo sanguíneo.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Delação da Odebrecht entregue ao Supremo tem cerca de 800 depoimentos

A Procuradoria Geral da República entregou na manhã desta segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) os documentos da delação dos 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht, empreiteira investigada na Operação Lava-Jato. A papelada e arquivos eletrônicos - que abrangem cerca de 800 depoimentos - estão numa sala do STF.
A entrega foi feita de forma discreta, da qual participaram servidores da PGR e do STF. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o a presidente do tribunal, ministra Cármen Lúcia, não estavam presentes.
A delação está sob sigilo. Caberá ao ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava-Jato no STF, homologá-la ou não.
Uma pequena parte da delação já foi vazada, mas foi o suficiente para envolver nomes importantes da República, como o presidente Michel Temer (PMDB), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e vários ministros e parlamentares.
Hoje, o tribunal tem sua última sessão do ano, e só volta a funcionar plenamente em fevereiro de 2017.
Janot acelerou os trabalhos de colher os depoimentos após críticas de vários ministros do STF em relação às investigações conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, durante sessão ocorrida em 1º de dezembro. O episódio desagradou o procurador-geral, que resolveu contra-atacar. Acionou vários procuradores para dar mais agilidade e concluir os depoimentos da Odebrecht a tempo de entregá-los ao STF ainda este ano.
O tribunal ficou sabendo de última hora dos planos de Janot e, às pressas, escolheu um lugar para guardar os depoimentos. O material é vasto, possuindo vários volumes.
Assim que tomou conhecimento, a presidente do tribunal, ministra Cármen Lúcia, baixou algumas orientações. Ela determinou a criação de uma força-tarefa para ajudar o ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava-Jato no STF. Ele terá um reforço de pessoal e de espaço físico para trabalhar. Somente o relator e seus juízes auxiliares terão acesso ao material.
Com os depoimentos em mão, caberá a Teori ouvir os delatores ou seus advogados para saber, por exemplo, se eles foram coagidos ou não a delatar. Também poderá devolver parte do material a Janot caso ache que ele deva ser complementado.
O mês de janeiro é de recesso no STF, mas o relator poderá usar esse tempo para adiantar o trabalho. Caso Teori homologue os acordos, a Procuradoria-Geral da República poderá prosseguir com as investigações, usando os depoimentos para embasar novas investigações.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Procuradores da Lava Jato ameaçam abandonar força tarefa


Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato ameaçaram hoje dia 30 deixar os trabalhos da operação se a proposta que prevê responsabilização de juízes e de membros do Ministério Público por crimes de abuso de autoridade entrar em vigor. A proposta, aprovada na madrugada de hoje (30) pelos deputados federais, integra o Projeto de Lei (PL) 4.850/16, que trata das medidas de combate à corrupção. 
“A proposta é renunciar coletivamente, se essa proposta vier a ser sancionada pelo presidente da República”, disse o procurador Carlos Lima em entrevista coletiva na tarde de hoje (30), em Curitiba. Para o grupo, o projeto aprovado pelos deputados é uma espécie de "Lei da Intimidação”, no lugar de medidas anticorrupção.
“Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato vêm a público manifestar repúdio ao ataque feito pela Câmara dos Deputados contra investigações e a independência de promotores, procuradores e juízes. A Câmara sinalizou o começo do fim da Lava Jato”, diz a nota divulgada pelo grupo.
De acordo com a proposta aprovada pelos deputados federais, integrantes do Ministério Público poderão responder por crime de responsabilidade se instaurarem um procedimento “sem indícios mínimos da prática de algum delito” e manifestarem opinião em meios de comunicação sobre processos em andamento. A mesma regra valerá para magistrados. A pena é de reclusão de seis meses a dois anos e multa. Qualquer cidadão poderá representar contra magistrados.
Essa proposta foi aprovada por meio de uma emenda do deputado Weverton Rocha (PDT-MA), que foi incluída, durante a votação, no relatório do deputado Onxy Lorenzoni (DEM-RS_.
O projeto de lei teve iniciativa popular e foi entregue no Congresso Nacional com mais de 2 milhões de assinaturas de apoio e previa dez medidas apresentadas pelo Ministério Público. Na avaliação dos procuradores, da forma como foi aprovado pelos deputados, depois de diversas alterações, o projeto é uma ferramenta que protege a corrupção. 
“Fica claro com a aprovação dessa lei que a continuidade de qualquer investigação sobre poderosos, parlamentares, políticos, empresários, cria um risco pessoal para os procuradores. Somos funcionários públicos, temos uma carreira e não estaremos mais protegidos pela lei. Se acusarmos, poderemos ser acusados”, ressaltou Lima. Segundo os procuradores, a ferramenta aprovada é uma medida para intimidar o Ministério Público e o Poder Judiciário, “sob o maligno disfarce de “crimes de abuso de autoridade””.
Segundo a nota, o Congresso Nacional se aproveitou do luto nacional, causado pela queda do avião que levava a equipe da Chapecoense, para subverter o projeto inicial, apresentado pelo Ministério Público. “As 10 medidas foram rasgadas. Manteve-se a impunidade dos corruptos e poderosos, expressa no fato de que mais de 90% dos casos de corrupção que acontecem no Brasil não são punidos”, diz o documento.
“Ao chegar ao plenário [da Câmara, o projeto], foi deformado. Rasgou-se o texto da medida anticorrupção e foi aprovado um texto a favor da corrupção”, disse Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba.
A matéria ainda passará pela análise do Senado.

Janot e presidente do STF

Mais cedo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também criticou as mudanças feitas pelos deputados federais no texto original do projeto de lei. Segundo Janot, as alterações colocaram o país “em marcha a ré no combate à corrupção”. De acordo com o procurador, “as 10 Medidas contra a Corrupção não existem mais”.
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, divulgou uma nota em que lamentou a aprovação do projeto que torna crime o abuso de autoridade para juízes e procuradores.
“A presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ministra Cármen Lúcia, reafirma seu integral respeito ao princípio da separação dos poderes. Mas não pode deixar de lamentar que, em oportunidade de avanço legislativo para a defesa da ética pública, inclua-se, em proposta legislativa de iniciativa popular, texto que pode contrariar a independência do Poder Judiciário”, diz a nota.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

PSOL protocola pedido de impeachment contra Temer


Parlamentares do PSOL protocolaram hoje (28) um pedido de impeachment do presidente da República Michel Temer. O documento argumenta que Temer incorreu em crime de responsabilidade contra a probidade na administração pública durante o episódio envolvendo os ex-ministros da secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, e da Cultura, Marcelo Calero.
O ex-ministro da Cultura Marcelo Calero pediu demissão do cargo no último dia 18 e alegou que o ministro Geddel Vieira Lima o pressionou a intervir junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para liberar a construção de um edifício de alto padrão em Salvador, onde ele adquiriu um imóvel. Segundo depoimento prestado por Calero à Polícia Federal, o presidente Michel Temer também o teria abordado a respeito da situação. Ontem, Temer argumentou que estava apenas “arbitrando conflitos” entre decisões divergentes de um órgão público. 
Pouco antes de protocolar o pedido, o líder do partido na Câmara dos Deputados Ivan Valente questionou os argumentos dados por Michel Temer.  “O que eles estava advogando é sobre uma causa privada do ministro Geddel que ficou irritado porque o seu colega ministro não tinha dado um jeitinho para resolver o seu problema pessoal. E nesse sentido o Temer se atolou nesse episódio e praticou crime de responsabilidade ao ferir com o decoro com o que é esperado para o seu cargo", disse Valente.  Com o desgaste do episódio, Geddel pediu demissão na última sexta (25). 
Agora, caberá ao presidente da Casa Rodrigo Maia (DEM-RJ) decidir se dará seguimento ao pedido ou se o arquivará. “Acreditamos que o Maia não fará de imediato, de forma ostensiva, a desqualificação dessa peça jurídica. Sabemos que o governo está na defensiva, que errou drasticamente e estão receosos de que haja um grande comoção popular, mas se ele for arquivar terá que mostrar o embasamento jurídico para tal”, disse Valente.
O pedido de impeachment  é baseado no depoimento que Calero deu à Polícia Federal, no dia 19 de novembro. Para o PSOL, Temer praticou crimes de responsabilidade contra probidade administrativa porque deixou que autoridades diretamente subordinadas a ele praticassem atos de abuso de poder sem serem responsabilizadas. O partido afirma que Temer também praticou abuso de poder ao instar Calero a procurar uma solução que agradasse a Geddel.
“Pelo contrário, buscou encontrar 'saídas' para que as pretensões de Geddel fossem atendidas, se não pelo Iphan, pela AGU, com a finalidade de resolver as “dificuldades operacionais” criadas por Calero ao não querer interferir de forma ilegal no processo administrativo do edifício La Vue Ladeira da Barra”, diz o pedido de impeachment.
O lider do partido de Maia na Câmara, Pauderney Avelino (AM) disse não ver motivos para a abertura de um pedido de impeachment. “Não houve crime de responsabilidade. Pelo que eu ouvi ontem [em entrevista coletiva] o presidente Michel Temer dizer, não havia nenhuma razão para ele mentir ou falar diferente, portanto, não vejo nenhum razão. É uma forçação de barra o pedido de impeachment”, disse.
Entenda o caso
No depoimento dado à PF um dia após pedir demissão, Calero relata que Geddel, em meados de junho, começou a pressioná-lo para liberar as obras do empreendimento imobiliário em Salvador (BA), que estavam embargadas pelo Iphan e onde ele havia adquirido uma unidade na planta. 
O Iphan embargou o empreendimento de luxo, localizado na Ladeira da Barra, sob o argumento de que a construção prejudicaria sítios históricos ou tombados. Em depoimento à PF, Calero disse que no dia 6 de novembro recebeu um telefonema de Geddel dizendo que não gostaria de ser surpreendido com qualquer decisão que contrariasse o seu interesse. 
Calero disse que o ministro da Casa Civil Eliseu Padilha também chegou a pressioná-lo, ligando para pedir que construísse uma saída para o episódio por meio da Advocacia Geral da União (AGU). Em jantar no Palácio do Alvorada, Calero disse que narrou os fatos a Temer. Na ocasião, o presidente disse ao ex-ministro que ficasse tranquilo e que se Geddel chegasse a procurá-lo, deveria responder dizendo que que não havia sido possível atender ao pedido.
Contudo, no dia seguinte ao jantar, Calero disse que foi convocado ao Palácio do Planalto para uma reunião na qual Temer lhe disse que a decisão do Iphan teria causado “dificuldades operacionais” no seu gabinete e que Geddel encontrava-se irritado. Segundo Calero, Temer solicitou uma saída para que o processo fosse encaminhado a AGU e lhe disse que "política tinha dessas coisas, esse tipo de pressão”.
Ontem (27), em entrevista coletiva, Temer disse que o caso representa “um conflito entre órgãos da administrarão” entre o Iphan da Bahia, que liberou o empreendimento, e o Iphan nacional, subordinado ao Ministério Cultura, e que não deu aval para o imóvel. Por isso sugeriu que a atuação da AGU no episódio. 
Algumas conversas com ministros e um telefonema com Temer foram gravados por Calero. As gravações foram entregues à PF, que remeteu o depoimento à Procuradoria Geral da República para que avaliasse o caso, uma vez que envolve o presidente da República.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

STF arquiva inquérito da Lava Jato contra Roseana Sarney e Lobão


O ministro do STF Teori Zavascki aceitou, nesta sexta-feira dia 25, pedido da Procuradoria-Geral da República e arquivou o inquérito em que a ex-governadora Roseana Sarney e o senador Edison Lobão (PMDB-MA) são citados em esquema de lavagem de dinheiro e corrupção na Operação Lava Jato.Aberto em março de 2015, o inquérito sobre Roseana e Lobão apurava a veracidade de relatos do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

Em depoimento, ele disse que Edison Lobão solicitou R$ 2 milhões em propina para campanha eleitoral da ex-governadora em 2010 que foram pagos pelo doleiro Alberto Youssef, também investigado na Operação Lava Jato.

Na quinta-feira (24), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu o arquivamento do inquérito e afirmou ao ministro do STF que, após coleta de provas e diversos depoimentos, não ficaram comprovadas as suspeitas contra Lobão e Roseana.

O advogado de defesa da ex-governadora, Antônio Carlos de Almeida Castro, disse ao G1que o arquivamento do inquérito “resgata a verdade”. “Esse arquivamento, embora tardio, resgata, nesse ponto de vista, a verdade. Para Roseana que ficou sendo investigada desnecessariamente, é uma vitória. Este era o único inquérito em que Roseana era investigada. Embora a demora nas investigações tenha causado um enorme prejuízo pessoal e político, para Roseana a Lava Jato é uma página do passado”, conclui.

A Polícia Federal já havia pedido, por duas vezes, o arquivamento do processo considerando que não havia mais o que ser investigado.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Principais promessas do Prefeito eleito Joao Doria começam a ser desfeit...

Prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta segunda-feira (21) que vai manter a velocidade máxima em 50 km/h na faixa da direita das pistas locais das marginais Tietê e Pinheiros. 
Durante a campanha, o tucano havia prometido retornar o limite para 60 km/h em toda a via. Logo após as eleições, ele chegou a dizer que mudança aconteceria já na primeira semana de mandato. Doria alega, no entanto, que a nova decisão não altera o seu planejamento original. 

Mas, segundo ele, as mudanças repentinas no limite de velocidade poderiam confundir os motoristas.
“Os nossos estudos indicaram que ficaria um pouco difícil para a população, ao dirigir os seus automóveis, indicar claramente onde era 50 km/h, onde era 60 km/h. Principalmente porque os radares vão continuar a fazer o seu serviço. Não mais com a volúpia e não mais com a GCM com as pistolinhas, mas o sistema de controle de velocidade vai continuar”, justificou-se.

Segundo o prefeito eleito, apenas a primeira faixa das pistas locai, utilizada pelos ônibus e no acesso dos veículos para as marginais, não terá a velocidade aumentada. Nas demais faixas, o limite sobe para 60 km/h. 
Já a promessa de retornar a velocidade máxima para 70 km/h e 90 km/h nas pistas central e expressa, respectivamente, será cumprida integralmente, garante o tucano.

Redução de gratuidades

Doria também disse que estuda reduzir as gratuidades oferecidas nos ônibus da capital. 
Segundo o futuro secretário de governo Julio Semeghini, os benefícios como o bilhete único e o passe livre para estudantes e idosos custam aos cofres públicos cerca de R$ 750 milhões ao ano. 
Como o tucano prometeu não elevar a tarifa durante o seu primeiro ano de mandato, a equipe de transição ainda não sabe de onde vai tirar o dinheiro para bancar este subsídio.
“A tarifa não muda. Quero reafirmar que a tarifa ficará mantida a R$3,80 até 31 de dezembro de 2017. 
Em relação à gratuidade, estamos estudando. 
Oportunamente nós vamos comunicar o resultado”, disse Doria após evento do Grupo de Líderes Empresariais (Lide) na Zona Sul da cidade.

Durante a gestão de Fernando Haddad (PT), as gratuidades no transporte público foram ampliadas. 
A idade para os idosos não pagarem passagem, por exemplo, caiu de 65 para 60 anos; estudantes da rede pública de ensino e universitários com bolsas do Prouni ou financiamento pelo Fies deixaram de pagar meia 
e ganharam passe livre; e, por fim, ainda foi criado o bilhete único semanal e mensal, que aumentou o desconto para quem anda de ônibus frequentemente.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Impasse sobre relatório paralisa as medidas de anticorrupção na comissão da Câmara

Um impasse em relação ao relatório final paralisou na tarde desta terça-feira (22) a sessão da comissão especial da Câmara que analisa o pacote com medidas contra a corrupção.
A expectativa era que tivesse início o debate sobre a versão consolidada apresentada pelo relator, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), na noite de segunda (21) com mudanças feitas após sugestões de vários setores, incluindo o Ministério Público Federal e a Polícia Federal.
Nesta terça, porém, mal a sessão teve início, por volta das 14h45, o relator anunciou que deixaria o plenário, sob o argumento de que havia recebido diversas sugestões de última hora e que precisaria fazer ajustes, sem dar mais detalhes.
Um dos pontos polêmicos, segundo o presidente do colegiado, Joaquim Passarinho (PSD-PA), estava em torno da ampliação do crime de responsabilidade para que juízes e membros do Ministério Público passem a ser enquadrados nesse delito.
Atualmente, somente o procurador-geral da República e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) respondem por crime de responsabilidade, além de presidente da República, ministros, governadores e secretários de estado.
A primeira versão do relatório apresentada por Lorenzoni trazia essa medida, mas acabou sendo retirada após a repercussão negativa e críticas de procuradores que viram a medida como uma pressão sobre investigadores. No entanto, nos bastidores, diversos deputados têm pressionado para que esse trecho volte a ser incluído no parecer.
A ausência do relator foi criticada por deputados, que questionaram a possibilidade de se votar um parecer sem conhecer o seu conteúdo a fundo.
O debate do relatório já era para ter acontecido na semana passada, mas a sessão acabou não sendo realizada por falta de quórum.
Mesmo presentes, vários deputados não registraram presença no painel eletrônico na ocasião justamente em boicote à retirada da previsão de estender o crime de responsabilidade para juízes e integrantes do Ministério Público.

sábado, 19 de novembro de 2016

Diploma suspeito pode tirar privilégios de Garotinho


Numa fase ruim do ex-governador do Rio, Anthony Garotinho, parece estar só começando. Agora, é o seu diploma universitário que está sendo questionado. Segundo matéria do jornal O Globo, inconsistências em datas, documentos e carga horária de aulas põem em dúvida sua formação em Teologia, o que pode mudar seu destino no sistema carcerário. Detentos com curso superior ficam em Bangu 8, mais confortável que outros presídios do sistema.
Na madrugada deste sábado, o ex-governador foi transferido do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, para um hospital particular na Zona Norte do Rio. A transferência foi determinada na sexta-feira pela ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Depois que ele for submetido a acompanhamento médico e realizar os exames necessários, poderá ficar em prisão domiciliar.
De acordo com o jornal, em um processo de 2014 do Tribunal Regional Eleitoral, Garotinho afirmou ter feito a graduação na Fatun, no Centro do Rio. Nos autos, no entanto, ele informou que o diploma foi expedido pela Faculdade de Ciências, Educação e Teologia do Norte do Brasil (Faceten), em Roraima. Em publicação em seu blog, apresentou o diploma de uma terceira instituição: o Instituto de Ensino Evangélico e Formação Teológica, do Rio.
Para o desembargador Alexandre de Carvalho Mesquita, que relatou a ação por suposto abuso de poder econômico, os fatos mostram que “o investigado nunca fez um curso superior de Teologia”. Ele apontou ainda “evidências de falsidade ideológica” no episódio.
O diploma apresentado por Garotinho no blog mostra que o curso foi concluído em dezembro de 2011. À Justiça Eleitoral, porém, o ex-governador informou o mês de outubro de 2012.
Garotinho está preso desde quarta-feira por acusação de compra de votos nas eleições deste ano. Sexta-feira à noite, em decisão da ministra do Tribunal Superior Eleitoral Luciana Lóssio, ele foi transferido do presídio de Bangu 8 para um hospital particular.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Eleições Americanas: Donald Trump atropela expectativas e se elege asso...

A repercussão da vitória do candidato Donald Trump nos Estados Unidos.
A Analise do resultado e tudo aquilo que envolve essa noticia bombástica no mundo.
As perguntas da consequência dessa escolha no mundo!

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

STF vota contra réus assumirem sucessão presidencial


Na sua maioria os ministros do Supremo Tribunal Federal votou, na tarde desta quinta-feira, a favor de que políticos réus na Justiça não possam ocupar cargos na linha sucessória – formada pelo presidente da República, seu vice, o presidente da Câmara, do Sendo e do STF, nessa ordem – e assim poderem dirigir o Palácio do Planalto ainda que interinamente. A decisão ameaça o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), denunciado há três anos e 10 meses no caso Mônica Veloso, e que não é réu porque o tribunal ainda não julgou se recebe a acusação do Ministério Público.
Hoje, foram seis votos favoráveis à Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) aberta pelo partido Rede Solidariedade. O relator, Marco Aurélio, foi seguido pelos ministros Edson Fachin, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux e Celso de Mello, que antecipou seu voto. Isso porque o ministro Dias Toffoli já havia avisado que pedira vista do processo para analisar melhor o caso.

O ministro Roberto Barroso se declarou impedido de julgar este caso. Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, que estavam ausentes, e Cármen Lúcia são os outros ministros que faltam votar no caso. Não existe prazo para Toffoli devolver o processo e o julgamento ser retomado. Em tese, os ministros podem rever os votos já proferidos, mas isso é incomum de acontecer.

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