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domingo, 7 de maio de 2017

Emmanuel Macron é eleito presidente da França




O centrista pró-europeu Emmanuel Macron, de 39 anos, foi eleito neste domingo presidente da França - o mais jovem da história do país -, evitando, assim, que esta potência econômica mundial caísse nas mãos da adversária de extrema-direita, Marine Le Pen.

Com uma margem de 65,5% a 66,1% dos votos, à frente de Le Pen, com 33,9% e 34,5%, segundo estimativas de institutos independentes, este ex-banqueiro substituirá o socialista François Hollande, que se recusou a disputar a reeleição por falta de apoio popular e de quem foi ministro da Economia.
A abstenção no segundo turno teria variado entre 25,3% e 27%, segundo estimativas.

A taxa de participação às 13h de Brasília era de 65,3%, quatro pontos a menos que o primeiro turno (69,42%), segundo o ministério do Interior.

A taxa de participação neste horário foi a mais baixa desde 1969, segundo estimativas oficiais.

Macron vai governar uma França muito dividida politicamente entre zonas urbanas (privilegiadas e reformistas) e as despossuídas (tentadas pelos extremos). Macron, que não parece recuar diante dos desafios, tem vários de grande tamanho pela frente, como um desemprego endêmico de 10%, a luta antiterrorista e a crise da União Europeia (UE).

Ainda que Marine Le Pen, de 48 anos, tenha perdido por ampla margem, esta não foi não é uma derrota absoluta para ela, nem para seu partido, a Frente Nacional (FN), que convenceu de 33,9% a 34,5% do eleitorado com promessas contra a imigração e a zona do euro. Não apenas isto, mas criou-se um vácuo entre as principais forças políticas do panorama nacional.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Anistia Internacional critica retórica de ódio de Trump


O presidente americano, Donald Trump, põe em prática uma "retórica do ódio", dando as costas a refugiados e imigrantes, transformados em bodes expiatórios, denuncia a Anistia Internacional (AI) em seu relatório anual sobre a situação dos direitos humanos no mundo.
No informe, a organização internacional chamou a atenção para um cenário no Brasil marcado por altas taxas de homicídio, violência policial e risco de perda de direitos para algumas minorias desde a posse do governo Temer, em 2016.
No mundo, a AI destacou que no ano passado, "o uso cínico" da retórica do ódio adquiriu proeminência global em uma escala nunca vista desde a década de 1930.
Além de Trump, a Anistia criticou o presidente filipino, Rodrigo Duterte, o turco Recep Tayyip Erdogan e o premiê húngaro, Viktor Orban, que "têm uma agenda tóxica que persegue, transforma em bodes expiatórios e desumaniza grupos inteiros de pessoas".
Donald Trump, segundo a organização, foi eleito presidente dos Estados Unidos em novembro "após uma campanha que causou consternação por seu discurso discriminatório, misógino e xenófobo", que "ilustra a tendência global mais violenta e divisiva de fazer política". 

"As decisões que está tomando, seja na construção de um muro na fronteira com o México ou na aceleração das expulsões de imigrantes ilegais, terão repercussões sobre milhões de pessoas", alertou Geneviève Garrigos, encarregada da AI para as Américas.
O secretário-geral da AI, Salil Shetty, advertiu, ainda, contra o "risco de efeito dominó", quando países poderosos, como os Estados Unidos, "retrocedem em seus compromissos com os direitos humanos".
Diante deste cenário, a Anistia conclamou a mobilização de todos. "O ano de 2017 será de resistência", disse Shetty à AFP. "Nossas esperanças estão no povo".

Expulsões e repressões

Em seu informe, que abrange 159 países, a Anistia alertou para a inquietante situação dos refugiados centro-americanos que fogem da violência implacável em seus países e são frequentemente esquecidos. 

Em 2016, estas pessoas foram vítimas de expulsões de México e Estados Unidos, apesar dos assoladores indícios de que muitos voltavam a situações de perigo mortal, destacou a AI.
A encarregada da Anistia para a região das Américas denunciou, ainda, a detenção de migrantes, inclusive de menores não acompanhados, nos meses passados na fronteira sul dos Estados Unidos, muitos deles sem acesso adequado a atendimento médico, nem à assistência de um advogado.
"Nos preocupa que esta situação se agrave com a grande quantidade de migrantes cubanos que foram ao Equador para depois tentar chegar aos Estados Unidos ou de haitianos que estão bloqueados na fronteira mexicana, sem nenhum recurso, em condições muito difíceis", acrescentou Garrigos.
A AI também alertou para a grave situação dos presos políticos na Venezuela e a determinação do governo em reprimir a dissidência, assim como a situação dos defensores de direitos humanos em Brasil e Colômbia, que continuam sofrendo ameaças de morte.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Menina de sete anos pede emprego no Google, e CEO da empresa responde por carta

Chloe Bridgewater é uma menina britânica de sete anos de idade que vive em Hereford, a 100 quilômetros de Birmingham. Há pouco tempo viu um documentário sobre os escritórios do Google na Califórnia (Estados Unidos). Ficou fascinada pelo ambiente de trabalho e se animou a redigir para o CEO da empresa, Sundar Pichai, para lhe pedir emprego, como conta seu pai, Andy Bridgewater, num post no Linkedin. Esta é a tradução da carta –a original, em inglês, escrita à mão, pode ser lida aqui.




Querido chefe do Google
Meu pai me deu um jogo em que mexo um robô de cima para baixo. Disse que seria bom para mim que aprendesse sobre computadores. Meu pai disse que me arranjará um computador algum dia. Tenho sete anos, e meus professores disseram para minha mãe e meu pai que vou muito bem na escola e que sou boa soletrando e lendo e nas minhas contas.Meu nome é Chloe, e quando for grande gostaria muito de trabalhar no Google. Também quero trabalhar numa fábrica de chocolate e nadar nos Jogos Olímpicos, já nado aos sábados e terças-feiras. Meu pai me disse que posso me sentar em pufes e guiar karts se trabalhar no Google. Também gosto de computadores, e tenho um tablet com jogos.
Meu pai me disse que se continuar sendo boazinha e aprendendo um dia poderei ter um emprego no Google. Minha irmã Hollie também é muito inteligente, mas ela gosta de bonecas e de se fantasiar. Meu pai me disse para lhe enviar um pedido de emprego no Google. Na verdade não sei o que é, mas ele disse que por enquanto uma carta serve.
Obrigada por ler minha carta, só enviei outra antes, e foi para o Papai Noel.
Tchau.
Chloe Bridgewater, sete anos
O pai enviou a carta para o escritório do Google na Califórnia. A história poderia ter parado por ali, mas o receptor da missiva não ignorou Chloe. Esta é a resposta do diretor executivo do Google à menina britânica, que seu pai compartilhou no Linkedin -onde acumula 261.000 likes e 6.500 comentários- e no Twitter. 
Querida Chloe
Muito impôrdo por sua carta. Fico contente por você gostar de computadores e de robôs e espero que continue aprendendo sobre tecnologia. Acho que se você continuar trabalhando duro e perseguindo seus sonhos poderá alcançar tudo aquilo a que se propuser, desde trabalhar no Google até nadar nos Jogos Olímpicos. Espero receber seu pedido de emprego quando tiver terminado a escola.
Meus melhores votos para você e para sua família


Minha filha de sete anos redigiu para o chefe do Google pedindo emprego, ela não cabe em si de contente porque ele respondeu! Obrigado
Sinceramente,

Sundar Pichai
CEO
Após compartilhar a resposta do CEO do Google, o pai de Chloe se mostrou muito agradecido no Linkedin: “Dizer que ela ficou muito contente após de receber a carta do próprio é pouco. Agora tem ainda mais vontade de se esforçar na escola e de trabalhar no Google. Não tenho como agradecer o bastante por uma pessoa tão ocupada ter conseguido tempo para que o sonho de uma menina ficasse um passo mais perto. Claro, não estou certo se ela sabe que guiar karts e dormir em pufes não é só o que se faz no Google”.


O autor da resposta, Pichai (1972), é há dois anos o diretor executivo do Google. Segundo perfil dele feito pela Bloomberg, cresceu na Índia, na cidade de Chennai. De origem humilde, “sempre se destacou como o mais inteligente de sua geração”, segundo um de seus professores no artigo. Conseguiu bolsa para estudar na Universidade de Stanford (Califórnia) e começou a trabalhar no Google em 2004.
Fonte: Jornal EL Pais

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Mais de 100 mil vistos foram revogados após ordem de Trump, segundo imprensa

     Mais de 100 mil vistos americanos foram revogados desde que o presidente Donald

   Trump assinou a ordem executiva que proíbe o ingressode imigrantes de

 sete países de maioria muçulmana em território norte-americano. A informação

 foi  dada por um procurador em uma audiência na Virgínia que analisava

 o caso de dois irmãos iemenitas barrados nos EUA, de acordo 

com a imprensa norte americana.O procurador 

  Erez Reuveni, do Escritório de Litígio de Imigração, do Departamento de 

  Justiça, falou em mais de 100 mil vistos revogados quando foi 

questionado pelo juiz Leonie Brinkema sobre o número de pessoas 

que foram detidas e deportadas.

De acordo com a NBC News, primeiramente Reuveni disse que não sabia e,

 depois de pressionado, afirmou que "mais de 100 mil vistos foram revogados".

A audiência analisava o caso de dois irmãos do Iêmen que chegaram no último

 sábado no Aeroporto Internacional de Dulles e que disseram que foram 

coagidos a desistir de seu visto de residente e colocados rapidamente em 

um voo para a Etiópia.Em coletiva de imprensa após a audiência, o advogado 

de defesa dos iemitas, Sandoval-Moshenberg, afirmou que o número 

surpreendeu a todos. "O número100 mil tirou o ar dos meus pulmões",

 disse. "Você quase podia ouvir o suspiro coletivo na sala da corte quando

 o procurador declarou o número"

.A restrição da ordem de Trump, válida por 90 dias, atinge pessoas nascidas 

em sete países: Iraque, Iêmen, Síria, Irã, Sudão, Líbia e Somália.

 O presidente também suspendeu o programa de recepção de refugiados 

durante pelo menos 120 dias, enquanto as autoridades definem o 

futuro sistema de verificação de vistos.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Trump assina decreto para remover EUA da Parceria Transpacífico


O presidente dos EUA, Donald Trump, retirou formalmente seu país da Parceria Transpacífico, um acordo comercial entre 12 nações negociado pelo presidente Barack Obama. Em sua campanha eleitoral, o empresário republicano já havia feito críticas ao acordo e dito que pretendia abandoná-lo.

O acordo, conhecido pela sigla TPP em inglês, é voltado a eliminar a maioria das tarifas e outras barreiras comerciais entre EUA, Japão, Canadá, México, Austrália, Vietnã, Malásia, Peru, Chile, Brunei, Cingapura e Nova Zelândia. A China não faz parte da iniciativa.

O memorando que anunciou a decisão de Trump foi em grande medida simbólico, já que os líderes no Congresso e o governo Obama haviam sinalizado em novembro que não haveria votação em breve sobre o TPP.
Ainda assim, a decisão de Trump de enterrar o acordo de Obama em sua primeira semana mostra que está sério em relação a mudar a política comercial americana, após décadas em geral de liberalização, privilegiando um estilo de mais confrontação com a China e outros parceiros comerciais, com potenciais grandes tarifas para países que não se mostrarem dispostos a fazer concessões.

"Nós temos falado sobre isso há um longo tempo", afirmou Trump ao firmar o memorando.

Obama havia esperado que o TPP e suas regras comerciais pressionassem Pequim a reduzir vantagens dadas a suas empresas estatais, respeitar mais a propriedade intelectual e mesmo reduzir tarifas para além dos níveis exigidos quando o país entrou na Organização Mundial de Comércio, há 15 anos. Já Trump e seus assessores veem com ressalvas os blocos comerciais multilaterais e preferem outros métodos, como a ameaça de tarifas e a busca por acordos bilaterais. Fonte: Dow Jones Newswires.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Avião da Chapecoense viajou com pouco combustível e excesso de peso


O avião da Lamia que caiu levando a delegação do time de futebol Chapecoense no dia 28 de novembro, deixando 71 mortos, viajou com o combustível no limite e com excesso de peso, revelou nesta segunda-feira a Aeronáutica Civil da Colômbia (Aerocivil), em um relatório preliminar sobre o acidente.Segundo o secretário de Segurança Aérea da entidade, coronel Fredy Bonilla, as gravações da cabine de comando mostram que o piloto e o copiloto conversaram sobre a possibilidade de fazer escala em Leticia (Colômbia) ou em Bogotá “porque o avião se encontrava no limite de combustivel”, mas acabaram não fazendo isso.
“Eles estavam conscientes de que o combustível que tinham não era adequado nem era suficiente”, afirmou Bonilla, acrescentando que durante o voo o piloto, Miguel Quiroga, “decidiu parar em Bogotá, mas mais adiante mudou de ideia e foi direto para Rionegro.”
Além da falta de combustível, a investigação descobriu que o avião da Lamia levava um peso maior do que o permitido: 500 kg a mais do que o máximo. Mas, segundo Bonilla, “esse achado não é um fator prioritário para o acidente em si”.
A maioria das gravações de áudio apresentadas em Bogotá foram extraídas das caixas pretas que foram examinadas em Londres pelos fabricantes do aparelho, de modelo RJ85, especificou Bonilla.
Segundo a investigação, no plano de voo apresentado pelo piloto no aeroporto de Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), a autonomia da aeronave era de quatro horas e 22 minutos, exatamente igual ao tempo do voo, quando deveria ter combustível para um percurso mais longo. “Devia ter uma hora e 30 minutos mais [de combustível] do que o tempo de voo”, disse Bonilla.
O avião devia ter também um segundo aeroporto alternativo em seu plano de voo, mas só registrou o de Bogotá, segundo a investigação.
Outra irregularidade encontrada é que o avião supostamente não estava certificado para voar acima de 29 mil pés, e no plano de voo apresentado à Bolívia foi anotado que voaria a 30 mil pés. A aprovação desse plano de voo, portanto, não foi correta, afirmou Bonilla.

Gravidade não foi informada

O relatório revela, além disso, que quando o piloto pediu à torre de controle do aeroporto José María Córdova que lhe permitissem aterrissar, não informou a gravidade de sua situação nem que dois de seus quatro motores já tinham parado de funcionar.
“Nesse ponto tinham dois motores desligados e a tripulação não fez nenhum relato de sua situação, que era crítica, e continuou relatando de forma normal” à torre de controle, explicou.
Pouco depois, com um terceiro motor já desligado, se escuta nos áudios como a torre pergunta se precisam de algum serviço adicional em terra por uma possível emergência, e o piloto responde que não.
Quatro minutos antes do acidente, o quarto motor desligou e se produziu uma falha elétrica total, que foi informada pelo piloto por meio de um sistema primário, já que o restante tinha ficado desconectado por falta de energia.
Na sua última conversa, o piloto pediu “vetores” enquanto descia sem autorização para aterrissar. A torre lhe perguntou então sua altitude e ele informou que ainda estava a 8,2 milhas (cerca de 13,1 quilômetros) da pista, mas não houve resposta por causa do impacto do avião, que aconteceu a cerca de 230 quilômetros por hora.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Papa completa 80 anos, diz esperar uma velhice tranquila, fecunda e feliz

O papa Francisco celebrou neste sábado o aniversário de 80 anos com o pedido de uma velhice tranquila, fecunda e feliz, sem demonstrar a tendência de moderar seu pontificado reformista.
"Há alguns dias me vem à mente uma palavra que parece feia: velhice. Ao menos assusta (...). A velhice é sede de sabedoria", afirmou o papa ao final da missa diante de quase 60 cardeais em uma capela dos palácios pontificais.
"Rezem para que a minha seja assim: tranquila religiosa, fecunda. E também alegre, obrigado", pediu.
Antes da missa, Francisco tomou café da manhã com oito moradores de rua. Também enviou bolos para refeitórios sociais de Roma e pequenos presentes para os hóspedes dos centros de abrigo da cidade, informou o Vaticano.
Por seu aniversário, o papa recebeu quase 50.000mensagens procedentes de todo o mundo, sobretudo pelos e-mails criados especialmente para a ocasião pelo Vaticano em oito idiomas. Em português o endereço é PapaFrancisco80@vatican.va.
O novo primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, desejou um feliz aniversário no Twitter em nome de um país "agradecido ao Santo Padre pela força inspiradora de sua mensagem e de seu exemplo".
De acordo com a imprensa, o papa emérito Bento XVI também dedicou algumas palavras por escrito a seu sucessor.
"O escritório do papa está repleto de desenhos de crianças de todo o mundo para celebrar seu aniversário", escreveu no Twitter Antonio Spadaro, um teólogo jesuíta próximo ao pontífice argentino, com uma foto de vários desenhos.
Com exceção da missa com os cardeais, o papa não programou nada especial para seu aniversário, informou o Vaticano, que citou um dia "normal, repleto de obrigações".
- 'Sigo adiante'-
O papa celebrou uma uma audiência com a presidente de Malta, Marie-Louise Coleiro Preca, e vários prelados. Também recebeu integrantes da Nomadelfia, uma comunidade de laicos que tenta viver como os primeiros cristãos. Estes últimos cantaram "Parabéns a Você" em italiano.
Sem desejar férias, o primeiro papa sul-americano da história não parece disposto a deixar que a idade interfira em sua agenda, repleta de cerimônias religiosas, audiências, encontros com os fiéis e viagens.
O pontífice prossegue com sua obra de transformação da Igreja, que ele deseja que seja acompanhada com misericórdia para os católicos em situação irregular, sem questionar a mensagem e os dogmas da instituição. O novo tom agradou o público em geral e irritou a ala mais conservadora da Igreja Católica.
Ele também continua com a missão de reestruturar a economia da Santa Sé, iniciada com Bento XVI com, por exemplo, o fechamento de contas irregulares no banco do Vaticano, acusado durante muito tempo de lavar dinheiro.
Apesar da resistência que gerou, ele se cercou de oito cardeais para ajudá-lo a completar uma reforma que a Cúria, o governo do Vaticano, encheu de obstáculos.
Apesar dos problemas no quadril, não menciona em nenhum momento a ideia de renunciar, como fez o seu antecessor, Bento XVI (89 anos).
"Sigo adiante", afirmou recentemente, depois de ter declarado em 2015: "Tenho a sensação de que meu pontificado será breve, de quatro ou cinco anos

sábado, 26 de novembro de 2016

Fidel Castro, ex-presidente de Cuba, morre aos 90 anos

O ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, morreu à 1h29 (hora de Brasília) deste sábado (26), aos 90 anos, na capital Havana. A informação foi divulgada pelo seu irmão Raúl Castro em pronunciamento na TV estatal cubana.
"Com profunda dor compareço para informar ao nosso povo, aos amigos da nossa América e do mundo que hoje, 25 de novembro do 2016, às 22h29, faleceu o comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz", disse Raúl Castro.
"Em cumprimento da vontade expressa do companheiro Fidel, seus restos serão cremados nas primeiras horas" deste sábado, prosseguiu o irmão.
As cinzas serão enterradas em 4 de dezembro, na cidade de Santiago de Cuba, após percorrerem o país numa caravana de 4 dias. Cuba declarou 9 dias de luto oficial pela morte de Fidel Castro.
Figura controversa
Visto como um grande líder revolucionário por uns, e como ditador sanguinário por outros, Fidel foi saindo de cena progressivamente ao longo da última década, morando em lugar não divulgado e fazendo aparições esporádicas nos últimos anos.
As últimas imagens de Fidel Castro são do dia 15, quando recebeu em sua residência o presidente do Vietnã, Tran Dai Quang. Antes, ele foi visto em um ato público foi no dia 13 de agosto, na comemoração de seu 90º aniversário. A festa reuniu mais de 100 mil pessoas. Na época, Fidel apresentou um semblante frágil, vestido com um moletom branco e acompanhado pelo seu irmão Raúl e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
Em abril, durante o XVII Congresso do Partido Comunista de Cuba, Fidel reapareceu e fez um discurso que soou como uma despedida, onde reafirmou a força das ideias dos comunistas.

"A hora de todo mundo vai chegar, mas ficarão as ideias dos comunistas cubanos, como prova de que neste planeta se trabalha com fervor e dignidade, é possível produzir os bens materiais e culturais que os seres humanos necessitam, e devemos lutar sem descanso para isso", afirmou Fidel Castro na ocasião.

Desde que ficou doente, em julho de 2006, e cedeu o poder ao seu irmão Raúl Castro, o líder cubano se dedicou a escrever artigos, assim como livros sobre sua luta na Sierra Maestra e a receber personalidades internacionais em sua residência, no oeste de Havana.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

787 prisioneiros são soltos e perdoados em Cuba a pedido do Papa

O Governo de Cuba decidiu perdoar 787 prisioneiros comuns a pedido do papa Francisco, foi esta terça-feira comunicado pelo Conselho de Estado cubano.
O Conselho de Estado, liderado pelo Presidente Raúl Castro, afirmou numa nota publicada nos meios de comunicação estatais que os prisioneiros abrangidos foram selecionados de acordo com os crimes cometidos, bem como pelo seu comportamento enquanto cumpriam a pena, ou enquanto aguardavam pela sentença.
De acordo com a mesma nota, citada pela agência noticiosa Associated Press, este perdão não abrange prisioneiros acusados por homicídio, violação, corrupção de menores, tráfico de drogasou crimes similares.
As mulheres, os jovens e as pessoas com doenças terão recebido um tratamento especial, segundo o Conselho de Estado.
As autoridades cubanas não revelaram, no entanto, quantos dos prisioneiros perdoados permanecem detidos nem quando serão libertados, caso ainda estejam na prisão.

sábado, 12 de novembro de 2016

Um milhão de pessoas protestam contra a presidente da Coreia do Sul

Um mega protesto neste sábado para pedir a renúncia da presidente sul-coreana Park Geun-Hye afirmam que um milhão de pessoas participaram na manifestação, segundo a agência de notícias Yonhap.
A polícia, por sua vez, falou de cerca de 170.000 e pessoas e posteriormente corrigiu a cifra para 260.000.
A origem dos protestos é uma amiga e confidente da presidente sul-coreana, chamada de “Rasputina” pela imprensa, que foi detida sob suspeita de tráfico de influência, abrindo caminho a um escândalo político de consequências imprevisíveis para Park Geun-Hye.
Geun-Hye está desestabilizada por uma série de revelações que sugerem que Choin Soon-Sil, sua amiga há 40 anos, a aconselhava nos assuntos de Estado sem exercer nenhuma função oficial ou ter habilitação em matéria de segurança.
Choi é investigada por tráfico de influência e corrupção devido a suspeitas de que aproveitou seus contatos na “Casa Azul”, sede da presidência, para extorquir os principais conglomerados econômicos do país, como Samsung, que teria destinado importantes somas de dinheiro a fundações criadas pela amiga da presidente.
Na semana passada, ao retornar da Alemanha, para onde havia fugido, Choi se entregou à polícia e foi submetida a várias horas de interrogatório pelo Ministério Público (MP) sul-coreano.
“Desculpem-me. Cometi um pecado mortal”, declaro Choi depois de entrar na sede do MP.
Durante dias, a imprensa informou diariamente sobre esta mulher de 60 anos e seu relacionamento com a presidente.
Os meios de comunicação a descrevem como uma “Rasputina” – em alusão a Rasputin, o místico (chamado de “Monge Louco”) que exerceu uma grande influência sobre o Czar Nicolau II da Rússia no início do século XX. Choi relia e corrigia os discursos da presidente e até mesmo a aconselhava nas nomeações de integrantes de alto escalão.
Além disso, ela teria tido acesso a documentos confidenciais, o que abala a imagem da presidente, em franca queda, apesar de ter se desculpado publicamente na sexta-feira passada.
Apenas 9,2% dos sul-coreanos aprovam sua gestão e 67% desejam que a presidente renuncie, segundo uma pesquisa de opinião pública divulgada nesta terça-feira.
Choi é filha de uma misteriosa figura religiosa, Choi-Tae-Min, chefe autoproclamado da Igreja da Vida Eterna.
Ele havia se convertido em mentor de Park Geun-Hye depois do assassinato de sua mãe, em 1974.
Segundo a imprensa, Choi Soon-Sil teria herdado de seu pai, morto em 1994, uma influência pouco apropriada sobre a presidência.
O ex-marido de Choi Soon-Sil havia sido um dos principais adjuntos de Park até sua eleição, em 2012.
Choi visitava frequentemente a “Casa Azul” desde que Park assumiu a presidência, em fevereiro de 2013, afirmou nesta terça-feira o jornal Hankyoreh.
A presidência desmentiu energicamente esta afirmação, e a presidente Park só admitiu ter pedido conselhos a Choi a respeito de alguns discursos.
Depois da explosão do escândalo, Park destituiu vários de seus conselheiros suspeitos de estar vinculados a Choi.
Para superar a crise, Park cogita a possibilidade de nomear um gabinete de união nacional, segundo alguns observadores.
A Constituição sul-coreana não autoriza ações judiciais contra um presidente em funções.
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