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segunda-feira, 5 de junho de 2017

SP tem menor taxa e maior redução de homicídios na década, aponta estudo


São Paulo foi o estado brasileiro com o menor índice e a maior redução da taxa de homicídios por 100 mil habitantes em 10 anos (entre 2005 e 2015). O estudo, divulgado nesta segunda-feira (5), destaca que entre os 30 municípios considerados mais pacíficos, 19 são paulistas.
As informações estão no Atlas da Violência, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com base nos dados do sistema de informações de mortalidade, do Ministério da Saúde. Os números mais recentes disponíveis, são de 2015.
Para comparar estados com populações muito diferentes, é usada a taxa de homicídios por grupos de cem mil habitantes. De 2005 para 2015, a taxa do estado de são paulo caiu de 21,9 para 12,2.
Uma redução de 44%. (44,3%). É a menor do país. Em números absolutos, o estado registrou 5427 homicídios, em dois mil e quinze. Dez anos antes, eram 8870. Queda de 38,8%.
Quem estuda a violência no país, diz que essa redução tem mais de uma razão. "São Paulo, Rio e alguns outros estados interromperam o processo de crescimento dos homicídios porque foram capazes de formular minimamente políticas com foco em redução da violência letal”, afirma Samira Bueno, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Existem outras explicações. Para o pesquisador do do Nev, Núcleo de Estudos da Violência da USP, dentre os fatores, o trabalho social na periferia ajuda a afastar adolescentes do crime, e o envelhecimento da população, porque os jovens são os que mais matam e morrem. Mas um dos principais fatores, é relacionado às facções criminosas que atuam no país.

Para o pesquisador, é preciso reconhecer a influência da facção criminosa para saber como proteger a sociedade dela.
"O fato de existir uma gangue criminal dentro do presídio muito forte nos coloca novos desafios de segurança público a serem enfrentados. Então, fingir que esse problema não existe é não querer encarar esse problema, e esse é o principal problema da segurança pública hoje em São Paulo”, afirma Bruno.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Brasil é um dos 15 países com maior desigualdade salarial entre homens e mulheres

O Brasil é um 15 países com maior disparidade salarial entre homens e mulheres, de acordo com o Relatório de Desigualdade Global de Gênero 2016, publicado nesta quarta-feira (26) pelo Fórum Econômico Mundial. Em termos de igualdade salarial, o Brasil está na 129ª posição entre os 144 países pesquisados e fica atrás de regiões criticadas por violações aos direitos das mulheres, como o Iêmen (79º), Paquistão (114º) e Arábia Saudita (109º).
Segundo o relatório, se o atual ritmo de progresso for mantido, o Brasil levará 104 anos para igualar as remunerações de homens e mulheres que exercem as mesmas funções -- tempo abaixo da média global de 170 anos, mas ainda considerado bem alto. Na 129ª posição, o Brasil também fica atrás dos vizinhos sul-americanos.
A Argentina aparece na 126ª posição, a Colômbia no 102º lugar, Uruguai na 112ª posição e Venezuela, na 69ª posição. No mundo, o 'gap salarial' ainda é gigantesco. Em média, as mulheres ganham pouco mais da metade que os homens ganham, apesar de trabalharem mais horas, considerando o trabalho remunerado e não remunerado (doméstico, por exemplo).
Outro ponto preocupante apontado pelo estudo é a participação das mulheres na força de trabalho, com média global estagnada em 54%, enquanto a participação dos homens é de 81%. O número de mulheres em cargos altos e de chefia também se mantiveram baixos.
Apenas quatro países no mundo têm números iguais de políticos, oficiais de alto escalão e executivos homens e mulheres. Neste quesito, o Brasil está em 33º lugar. Além da participação e oportunidades das mulheres na economia, o relatório analisa mais três áreas: acesso à educação, saúde e sobrevivência e empoderamento político. Nelas, o Brasil se destaca em saúde e sobrevivência, ficando na primeira colocação, com ótimos níveis de sobrevivência de meninas desde o nascimento e expectativa de vida de 68 anos. Na educação, o Brasil está na 42ª posição e, no empoderamento político, na 86ª colocação.
Se contar o número de mulheres no parlamento, o Brasil cai para a 120ª posição. No ranking geral, no qual somam-se todos os quesitos, o Brasil aparece na 79ª posição, o que representa uma queda de 12 posições em relação a 2006. Isso significa que, ao longo dos dez anos, o Brasil aumentou ainda mais a disparidade entre homens e mulheres, sobretudo na área de participação e oportunidades das mulheres na economia, na qual despencou do 63º lugar para o 91º. Na educação, o Brasil avançou do 74º lugar para o 42º, entre 2006 e 2016, e se manteve nas áreas de saúde e empoderamento político. 
Países mais igualitários Na contramão do Iêmen, Paquistão, Síria, Arábia Saudita, Chade, Irã, Marrocos, Jordânia, entre outros, a Islândia, Finlândia e Noruega encabeçam a lista dos países que mais tratam homens e mulheres iguais. Mesmo considerado o país que mais combate a desigualdade de gênero, a Islândia foi palco de um protesto por equiparação salarial na última segunda-feira (24). Milhares de mulheres deixaram seus postos de trabalho pontualmente às 14h38 e se reuniram na praça Austurvöllur, na capital do país, Reykjavík, para exigir o fim das diferenças salariais. Estudos apontam que as irlandesas ganham, em média, 17% a menos do que os homens. 

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Brasil é um dos piores paises da America Latina para meninas



Num ranking com 144 países o Brasil ficou na 102ª posição dos países com piores lugares para meninas viverem na América Latina.
Segundo a pesquisa o país tem auto índice de gravidez na adolescência, exploração e o baixo índice de conclusão do ensino médio das jovens brasileiras no país.
A Suécia vem primeiro lugar na posição de melhor país para meninas e Nigéria último lugar como o pior país.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Pesquisa preocupante: Um a cada três brasileiros culpa a vítima de estupro

Um a cada três brasileiros culpa as mulheres vítimas de estupro pela violência sofrida. Foi o que mostrou pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Mesmo entre as mulheres, 30% concordam com a frase “A mulher que usa roupas provocativas não pode reclamar se for estuprada”. O índice de concordância com a frase que relaciona uso de roupas provocativas com estupro sobe entre moradores de cidades de até 50.000 habitantes (37%), pessoas apenas com o ensino fundamental completo (41%) e com mais de 60 anos (44%), segundo o instituto. Entre as pessoas com até 34 anos, a taxa cai para 23% e com ensino superior a queda é ainda maior, 16%.
A pesquisa também perguntou quem acredita na afirmação “mulheres que se dão ao respeito não são estupradas” – o que reitera a ideia de controle do comportamento e do corpo da mulher. Ao todo, 37% concordam com a frase. Entre as mulheres, o índice de concordância é de 32% e, entre homens, é de 42%.
O papel da educação no combate às agressões sexuais é reconhecido por 91% dos entrevistados, que dizem ser possível “ensinar meninos a não estuprar”. Para Wânia Pasinato, da ONU Mulheres, a retirada de metas de combate à discriminação de gênero dos planos nacional, estaduais e municipais de educação, por pressão de bancadas religiosas, deve ter impacto negativo nessas transformações.
De acordo com o Datafolha, 65% temem ser vítimas de violência sexual. Entre as mulheres, esse índice sobe para 85%, chegando a 90% no Nordeste.
A pesquisa revela ainda que 50% dos entrevistados avalia que a Polícia Militar não está preparada para atender mulheres vítimas, enquanto 42% diz que o mesmo problema se estende para a Polícia Civil. Em relação à Justiça, 53% dos entrevistados avaliam que as leis brasileiras protegem os estupradores.
O estudo ouviu 3.625 brasileiros com 16 anos ou mais, entre os dias 1 e de agosto. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Pesquisa : Aluguel volta ao nível de 3 anos atrás


O preço médio dos aluguéis voltou ao nível de 3 anos atrás, segundo o índice FipeZap de Locação divulgado nesta quinta-feira (15). O levantamento aponta que o preço médio do metro quadrado de locação nas cidades pesquisadas em agosto foi de R$ 30,13 – valor registrado nominalmente pela última vez em abril de 2013.

De acordo com a pesquisa, os valores acumularam queda de 2,8% nos primeiros oito meses do ano. Já entre julho e agosto, o preço dos imóveis caiu 0,67%. Em 12 meses, o recuo é de 4,9%. Considerando a inflação do período, a queda real é de 12,73%.

Desde abril de 2013, a queda real no preço médio de locação é de 22,2%.

Dos 11 locais que fazem parte do levantamento, todos tiveram queda no preço dos aluguéis entre julho e agosto, sendo que o maior recuo foi no Rio de Janeiro e em Campinas (SP), ambas com queda de 1,14%.

Já no acumulado do ano, o maior recuo foi registrado também no Rio de Janeiro, com queda de 5,04%, seguido pelo Distrito Federal, que teve diminuição de 4,18%.
Em 12 meses, as maiores reduções de preços foram verificadas no Rio de Janeiro, com queda de 8,33%, e em Salvador, com queda de 8%.

Ainda que o Rio de Janeiro tenha registrado as maiores quedas em todas as bases de comparação, a cidade continua tendo o metro quadrado mais caro para locação, com média de R$ 35,64. Já a cidade com o menor valor entre os locais pesquisados é Curitiba, com preço médio de R$ 16,64 por metro quadrado.A pesquisa não leva em consideração os contratos de aluguel que já estão valendo. Nesses casos, os preços são geralmente ajustados de acordo com o IGP-M.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Tomar aspirina a cada três dias reduz risco de infarto, segundo pesquisa

O ácido acetilsalicílico (AAS), conhecido como aspirina, é utilizado para prevenir o infarto, a doença vascular periférica ou o acidente vascular cerebral (AVC). No entanto, o uso constante e diário da aspirina costuma provocar complicações gastrointestinais nestes pacientes. Mas um estudo desenvolvido por pesquisadores brasileiros concluiu que tomar aspirina a cada três dias pode ser tão eficiente quanto na prevenção dessas doenças e também evita as complicações gastrointestinais causadas pelo uso diário do medicamento.
O estudo foi coordenado por Gilberto De Nucci, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). “De uns 35 anos para cá, verificou-se que a aspirina tem um efeito benéfico seja no tratamento do infarto seja como profilaxia do infarto. O problema de usar aspirina é que ela tem um efeito colateral importante, causando irritação no estômago. Essa irritação pode não dar sintomas e o paciente pode apresentar uma hemorragia gástrica”, explicou.

O que se fazia até então para reduzir esses efeitos colaterais, segundo De Nucci, era reduzir a dose de aspirina. “Toda a literatura [médica] dos últimos 35 anos procurava reduzir a dose de aspirina para minimizar o risco da hemorragia gástrica. Mas demonstramos a segurança desse sistema terapêutico”, disse. “Tem pacientes que não tomam aspirina, e que deveriam tomar, porque [a aspirina] apresenta risco de hemorragia muito alto. Mas agora demonstramos que esse esquema terapêutico é tão benéfico quanto os anteriores com a vantagem demonstrada de não causar nenhuma irritação”, ressaltou.

O estudo, desenvolvido por cerca de um ano, teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Biolab Farmacêutica e foi publicado no The Journal of Clinical Pharmacology.

A pesquisa

O ácido acetilsalicílico evita que as plaquetas se agrupem e obstruam os vasos sanguíneos. Por isso é que popularmente se diz que o AAS “afina” o sangue. Por outro lado, ao mesmo tempo, a aspirina atua na mucosa gástrica, diminuindo a produção de prostaglandinas – substâncias lipídicas que protegem o estômago e o intestino.

Durante o estudo de doutorado de Plinio Minghin Freitas Ferreira, na USP, sob orientação de De Nucci, 24 voluntários sadios foram divididos em dois grupos. Metade deles recebeu AAS todos os dias durante um mês. A outra metade recebeu o medicamento a cada três dias e, no intervalo dos dias, apenas placebo (substância sem efeito direto em doenças, simulando um medicamento).

Neste período, os voluntários passaram por diversos exames como endoscopia, biópsia gástrica, teste de agregação plaquetária e medição do nível de prostaglandina, por exemplo. “Quando fizemos esse estudo, verificamos que, quando tomada a aspirina de três em três dias a eficácia para prevenir a formação do trombo era a mesma. Entretanto, a produção de prostaglandina, quando se tomava [a aspirina] todo dia, havia redução de 50%. Quando tomava de três em três dias, não havia redução da produção de prostaglandina”, disse o coordenador do estudo.
  

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Álcool está diretamente relacionado a sete tipos de câncer, diz estudo


O consumo de álcool está diretamente relacionado à ocorrência de sete tipos de câncer, segundo uma revisão de estudos publicada nesta quinta-feira (21) pela revista científica "Addiction". Feita por uma pesquisadora da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, a revisão avaliou dados de pesquisas sobre álcool e câncer publicadas nos últimos 10 anos.
Os cânceres que podem ser diretamente provocados pelo consumo de álcool, segundo o estudo, são o de orofaringe, esôfago, fígado, cólon, reto e mama feminina.
Já havia um entendimento de que o álcool era um fator de risco para a ocorrência de câncer. Este estudo, porém,  comprova uma relação mais direta entre as duas coisas.
A revisão concluiu que o álcool causou cerca de 500 mil mortes por câncer em 2012, 5,8% do total de mortes por câncer no mundo. Enquanto o problema maior está relacionado ao consumo excessivo de bebidas, mesmo o consumo baixo e moderado pode representar um risco.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Pesquisa IBOPE: 13% da população considera Governo interino de Temer bom ou ótimo

A porcentagem da população que considera a gestão provisória do presidente em exercício Michel Temer boa ou ótima é de apenas 13%, de acordo com pesquisa realizada pelo Ibope sob encomenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A parcela dos entrevistados que avalia a atual gestão como ruim ou péssima é de 39%. Já os que consideram o governo regular são 36%. Outros 13% não souberam ou não quiseram responder. Todas as variações ocorreram dentro da margem de erro máxima de dois pontos porcentuais.De acordo com a pesquisa, 53% dos entrevistados desaprovam a maneira de governar de Temer desde que ele assumiu, em meados de maio. A proporção dos que aprovam a gestão é de 31%. Não souberam ou não responderam 16%. A CNI e o Ibope também perguntaram sobre a confiança em relação ao presidente em exercício. A parcela dos que não confiam nele é de 66%. O porcentual daqueles que confiam na pessoa do presidente é de 27%. Outros 7% não souberam ou não quiserem responder sobre a confiabilidade de Temer.
Em relação à Dilma, houve melhora na popularidade, porém pouco significativa. Dos entrevistados, 44% consideram que a gestão de Temer é igual a da presidente afastada. Outros 25% avaliam que a atuação do presidente em exercício é pior do que a sua antecessora. Dos entrevistados, 23% disseram que a gestão de Temer é melhor do que a Dilma. Outros 8% não souberam ou não quiserem responder. Na última pesquisa divulgada pelo CNI, a porcentagem da população que desaprovavam a maneira de Dilma governar era de 82%.Políticas públicas. A pesquisa mostra um recuo na desaprovação da política no combate ao desemprego. Na gestão de Dilma, 86% desaprovavam o governo nessa área, hoje, na gestão Temer, o número caiu para 67%. Também caiu a desaprovação das políticas do governo, em comparação à gestão Dilma, no combate à fome e à pobreza (de 69% para 63%), na educação (de 74% para 64%), na segurança pública (de 84% para 72%) e no meio ambiente (de 68% para 55%).Na consulta, somente 16% aprovam a aplicação da taxa de juros; em relação aos impostos, apenas 17%. A pesquisa mostra ainda que a parcela dos entrevistados que percebe o noticiário mais desfavorável ao governo é de 40%, enquanto aqueles que vêm o noticiário mais favorável são 18%. O porcentual dos que enxergam o noticiário nem favorável nem desfavorável é 25.Na pesquisa, em menos de dois meses de governo, houve um grande número de não respostas. Os questionamentos foram feitos entre os dias 24 e 27 de junho. Foram ouvidas 2.002 pessoas em 142 municípios. O grau de confiança da pesquisa é de 95%.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Pesquisa mostra que discriminação contra homossexuais está presente em escolas


Pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Carlos, no interior de São Paulo, mostrou que 32% dos homossexuais entrevistados afirmaram sofrer preconceito dentro das salas de aula e também que os educadores ainda não sabem reagir apropriadamente diante das agressões, que podem ser físicas ou verbais, no ambiente escolar.
Os dados, segundo os pesquisadores, convergem com aqueles apresentados em pesquisa do Ministério da Educação que ouviu 8.283 estudantes na faixa etária de 15 a 29 anos, no ano letivo de 2013, em todo o país, e constatou que 20% dos alunos não quer colega de classe homossexual ou transexual.
A professora do Departamento de Ciências Humanas e Educação, que é uma das autoras do estudo, Viviane Melo de Mendonça, afirma que o entendimento desse cenário e a busca por estratégias capazes de revertê-lo não são questões do movimento LGBT, mas sim uma questão da educação que deve ser defendida e compreendida por todos os educadores.


“A educação para a diversidade não é uma doutrinação capaz de converter as pessoas à homossexualidade, como se isso fosse possível. O objetivo é criarmos condições dentro das escolas para que professores e alunos possam aprender e ensinar o convívio com as diferenças que naturalmente existem entre todos”, disse a pesquisadora.

Segundo ela, este e outros estudos de gênero e sexualidade “contribuem para levantar questões e pensar em ações na escola em uma perspectiva da educação para diversidade e, desse modo, para uma educação que combata a discriminação e preconceitos, as violências de gênero, violência contra mulher e a violência homo, lesbo e transfóbica”. Para a pesquisadora, a escola tem que ser um espaço aberto à reflexão e de acolhimento aos alunos em sua individualidade e liberdade de expressão.Para a promoção da diversidade e dos direitos humanos nas escolas, de acordo com a pesquisadora, é necessária a formação de educadores para a questão. “É necessário que a formação de professoras e professores tenham um debate mais aprofundado sobre as questões de gênero e sexualidade, com disciplinas obrigatórias que tratem do tema. É fundamental também que se desconstruam as resistências para se falar da diversidade sexual e das diferenças, bem como das desigualdades persistentes e estruturais em nossa sociedade que são, sim, produtoras das violências”, disse.A pesquisa da Ufscar apontou ainda que os ambientes familiar e religioso também são locais predominantemente de discriminação devido à orientação sexual. Com isso, os pesquisadores acreditam que a análise das questões familiares e religiosas como causadoras da violência homofóbica deve estar na agenda de proposições e ações para que haja superação desses problemas no cotidiano escolar.

domingo, 20 de março de 2016

Coração saudável é antídoto a envelhecimento da mente. diz estudo


Nada como ter um coração saudável pois ajuda a preservar o processamento cerebral e a função cognitiva ao longo do tempo. A conclusão é de um estudo publicado no periódico científico Journal of the American Heart Association.
Pesquisadores da Universidade de Miami nos Estados Unidos, analisaram dados de saúde cardíaca e função cerebral de 1.000 voluntários. Seis anos depois, eles foram submetidos aos mesmos testes. Os resultados mostraram que aqueles que tinham melhor saúde cardíaca apresentaram menor declínio cognitivo. Já se sabia da associação, mas não que ela era tão direta.
Os marcadores de saúde cardíaca avaliados pelos pesquisadores foram a pressão sanguínea, colesterol, nível de açúcar no sangue, prática de atividade física, alimentação, peso e tabagismo. Já os testes cerebrais analisaram a memória e as habilidades de processamento cerebral.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Crise faz crescer inadimplência da conta de água e luz


O numero de consumidores inadimplentes  cresceram de janeiro para cá. Segundo pesquisas as regiões Norte, Nordeste, Sul e Centro -Oeste divulgadas pelo SPC e centro logísticos.
O crescimento vem avançando com aumento das taxas  e o desemprego nestas regiões.
Nas regiões pesquisadas a que teve uma alta expressiva foi a Nordeste com uma alta de quase 7% comparada a janeiro de 2015.Comparado com dezembro do ano passado o aumento em todas regiões variam com a media de 0,93%.
Com isto o SPC vê que 2016 com aumento da taxa de juros e a diminuição no poder de compra dos brasileiros 2016 será uma ano de muitas dificuldades na quitações de dívidas e aquisições de novos bens de consumos pelos brasileiros.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Segundo pesquisa 17% dos médicos já sofreram agressão em São Paulo.

Uma pesquisa feita pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) revelou que 47% dos médicos conhecem um colega que sofreu algum episódio de violência na relação com pacientes. De acordo com a pesquisa, 17% foram vítimas e tiveram conhecimento de colegas que viveram a situação. A maioria era de médicos jovens (78% de 24 a 34 anos) e havia mulheres (8%) mais que homens (3%).
A pesquisa Percepção da Violência na Relação Médico-Paciente, divulgada nesta quarta-feira (9) pelo conselho, mostrou ainda que 5% relataram ter sido agredidos pessoalmente e que desses, 20% sofreram agressão física. Em 70% dos casos, os agressores foram os pacientes.
Segundo os dados, 84% dos médicos que sofreram agressão alegam ter sido atacados verbalmente e 80%, psicologicamente; 60% revelam que os problemas ocorrem geralmente durante a consulta; 32% dizem que episódios de violência ocorrem sempre ou quase sempre; e 85% profissionais têm percepção de que os episódios ocorrem mais no Sistema único de Saúde (SUS).
A pesquisa ouviu 617 médicos e 807 cidadãos em setembro e outubro deste ano, na capital e Interior do estado.
Quando se trata dos pacientes, a pesquisa mostra que 34% dos cidadãos afirmam ter passado por alguma situação de estresse no atendimento à saúde nos últimos 12 meses e 10% relatam ter tomado alguma atitude, como reclamar da qualidade do atendimento médico (6%) ou do atendimento na recepção (3%). Os que dizem ter presenciado situações assim são 35%, enquanto 14% presenciaram ameaças psicológicas e 4%, agressões físicas; 24% destes relatam que o estresse ocorre na recepção do local de atendimento; 9% em procedimentos médicos; e 5% na espera por atendimento.
Os dados divulgados pelo Cremesp revealm ainda que, os agressores apontam como principal motivo para terem agredido os profissionais foi o comportamento mal-educado, irônico ou desrespeitoso do médico ou o fato de o profissional ter demonstrado falta de atenção ou insensibilidade para ouvir o problema etc. Também houve relatos de despreparo e atendimento demorado.
Segundo o Conselho Regional de Medicina, desde maio, foram relatadas por médicos mais de 100 experiências de violência sofridas por parte dos pacientes. A entidade abriu um canal em seu site especialmente para coletar essas informações que são mantidas em sigilo.
Entre os médicos, 39% dizem acreditar que os pacientes estão descontentes com o SUS e descontam a insatisfação nos profissionais; 29% que a demora no atendimento provoca estresse no paciente e 11% atribuem o nervosismo à falta de estrutura da saúde. Já 5% admitem que outros colegas que não atendem adequadamente provocam essas reações.
Quando os cidadãos são questionados sobre isso, 41% dizem que a principal causa das agressões é o atendimento inadequado; 19% que se incomodaram com o comportamento e a postura dos médicos, alegando que eles não dão atenção, são insensíveis, arrogantes, não tem paciência e 18% reclamaram da falta de estrutura, do atendimento precário, da superlotação e demora para serem atendidos no pronto-socorro.
Enfermeiros também sofrem violência
Na mesma direção, a sondagem sobre a violência contra os profissionais de enfermagem em São Paulo, feita realizada entre 23 de outubro e 2 de dezembro, pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo, perguntou a 4.293 profissionais quem já havia sofrido alguma violência. O resultado mostrou que 77% da classe já foi vítima de  violência. Pela pesquisa, em igual percentual (77%), os enfermeiros destacam a falta de segurança no local de trabalho.
De acordo com a pesquisa, em 53% dos episódios, o agressor foi o paciente. Os dados revelam que, mesmo sofrendo agressões, 87,51% dos profissionais não registraram queixa na polícia ou denunciaram o caso a qualquer órgão de governo. Dos 12,49% que levaram o caso adiante, somente 4,68% obtiveram sucesso na resposta.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Segundo estudo, sexo 1 vez por semana é suficiente para felicidade conjugal


Relação sexual apenas uma vez por semana é o suficiente para ter um nível ótimo de felicidade entre os casamentos heterossexuais ou as relações de casal de longo prazo, segundo um estudo americano.
Os pesquisadores tomaram como base mais de 30 mil norte-americanos durante quatro décadas, segundo detalhes do estudo publicado na revista especializada "Social Psychological and Personality Science".
"Embora sexo mais frequente esteja associado a maior felicidade, esta relação já não é significante numa frequência maior do que uma vez por semana", disse a pesquisadora Amy Muise, psicóloga social da Universidade de Toronto-Mississauga.
"Nossas descobertas sugerem que é importante manter uma conexão íntima com o parceiro, mas não é necessário fazer sexo todos os dias para isso", acrescentou...
Os pesquisadores observaram que a intenção do estudo não é mostrar uma relação de causa e efeito, pois ainda falta determinar se a felicidade leva a ter uma relação sexual por semana ou ocorre em sentido contrário. O estudo também foi limitado a pessoas com parceiros fixos.
"De fato, não existe associação entre a frequência do sexo e o bem-estar das pessoas solteiras", disse Muise.
Os resultados do estudo também foram consistentes entre grupos etários, gênero e duração da relação - quer fosse meses ou décadas.
"O importante é manter uma conexão íntima com o parceiro sem colocar muita pressão em manter relações sexuais com a maior frequência possível", afirmou. Muise informou que os casais devem debater se suas necessidades sexuais são satisfeitas, em vez de simplesmente pressionar para fazer mais sexo.
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