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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Justiça aceita denúncia do MP contra médica que não a0tendeu bebê Breno

A justiça aceitou a denúncia do Ministério Público estadual conta a médica Haydeé Marques da Silva, acusada pela morte do bebê breno Rodrigues Duarte da Silva, de 1 ano e meio. Em junho, a médica se recusou a atender a criança, que sofria de uma neuropatia e ainda apresentou um quadro de gastroenterite.
A médica Haydeé estava na ambulância estava na ambulância acionada pela família através de convênio médico, mas ao chegar ao prédio onde Breno morava disse que não atenderia o chamado por se tratar de uma criança. Haydeé foi indiciada por homicídio doloso com dolo eventual, quando o agente, mesmo sem quer

er efetivamente o resultado, assume o risco de produzí-lo. O Ministério Público ainda requer que a médica seja afastada do exercício da profissão.
Em 12 de junho, a médica Haydee disse que não tinha responsabilidade na morte do bebê Breno e que ele não corria risco de vida. De acordo com o relato da médica, a técnica em enfermagem teria informado que o quadro era de uma gastroenteirite de uma criança de um ano com neuropatia.
"Estou triste e muito abalada pela criança ter morrido, mas não estou arrependida porque não fiz nada de errado do código de conduta médica. Eu pedi outra unidade, com pediatra para atendê-lo. Não sou pediatra, não sou neurologista, pedi à outra unidade de ambulância para atender esta criança. Disseram que a unidade estava indo”, disse a médica.

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segunda-feira, 5 de junho de 2017

SP tem menor taxa e maior redução de homicídios na década, aponta estudo


São Paulo foi o estado brasileiro com o menor índice e a maior redução da taxa de homicídios por 100 mil habitantes em 10 anos (entre 2005 e 2015). O estudo, divulgado nesta segunda-feira (5), destaca que entre os 30 municípios considerados mais pacíficos, 19 são paulistas.
As informações estão no Atlas da Violência, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com base nos dados do sistema de informações de mortalidade, do Ministério da Saúde. Os números mais recentes disponíveis, são de 2015.
Para comparar estados com populações muito diferentes, é usada a taxa de homicídios por grupos de cem mil habitantes. De 2005 para 2015, a taxa do estado de são paulo caiu de 21,9 para 12,2.
Uma redução de 44%. (44,3%). É a menor do país. Em números absolutos, o estado registrou 5427 homicídios, em dois mil e quinze. Dez anos antes, eram 8870. Queda de 38,8%.
Quem estuda a violência no país, diz que essa redução tem mais de uma razão. "São Paulo, Rio e alguns outros estados interromperam o processo de crescimento dos homicídios porque foram capazes de formular minimamente políticas com foco em redução da violência letal”, afirma Samira Bueno, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Existem outras explicações. Para o pesquisador do do Nev, Núcleo de Estudos da Violência da USP, dentre os fatores, o trabalho social na periferia ajuda a afastar adolescentes do crime, e o envelhecimento da população, porque os jovens são os que mais matam e morrem. Mas um dos principais fatores, é relacionado às facções criminosas que atuam no país.

Para o pesquisador, é preciso reconhecer a influência da facção criminosa para saber como proteger a sociedade dela.
"O fato de existir uma gangue criminal dentro do presídio muito forte nos coloca novos desafios de segurança público a serem enfrentados. Então, fingir que esse problema não existe é não querer encarar esse problema, e esse é o principal problema da segurança pública hoje em São Paulo”, afirma Bruno.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Protesto contra PEC de gastos acontece 7 estados e no Distrito Federal

Um onda de manifestações acontece em menos sete estados e no Distrito Federal, desde o início da manhã desta sexta-feira, contra a proposta de emenda constitucional (PEC) que limita os gastos públicos. Há registro de mobilizações em São Paulo, Bahia, Espírito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Santa Catarina, além do Distrito Federal. Há paralisações ainda de motoristas de ônibus. Na Bahia, bancários e professores também aderiram.
Na capital paulista Manifestantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) bloquearam vias de São Paulo principais para protestar contra a PEC. Eles também pediram a saída do presidente Michel Temer.
Por volta das 6h30, um grupo bloqueou a pista sentido São Paulo da rodovia Anchieta na altura de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Eles queimaram pneus para impedir o fluxo de carros. A melhor opção para o motorista é utilizar a rodovia dos Imigrantes para evitar o protesto.
Manifestantes também interditaram a avenida João Dias, na zona Sul da capital paulista. Rapidamente, o grupo espalhou pneus pela via, jogou combustível a ateou fogo para impedir a passagem dos carros.
Também há registro de protestos na rodovia Régis Bittencourt, na altura de Taboão da Serra e na rodovia Anhanguera, na região de Sumaré. Nos dois locais, o grupo interdita os dois sentidos das vias. Na Rodovia Presidente Dutra, em Guarulhos, houve protesto com bloqueio. Na mesma cidade, motoristas e cobradores fizeram greve.
No interior, em Sorocaba, três mil motoristas e cobradores paralisaram as atividades. A previsão é que eles retornem ao trabalho após o meio-dia.
Em Recife, pelos menos quatro protestos aconteceram nesta manhã. Em rodovias, há interdições na BR 232, que liga Recife a Caruaru, e também na BR 101 e 408. Logo cedo, na Universidade Federal de Pernambuco, a tradicional Faculdade de Direito foi ocupada. Os manifestantes contrários à PEC 241 atearam fogo em pneus na frente da Faculdade de Medicina, dando um nó no transito da cidade, já agravada pela greve geral dos transportes. A BR 101 e a 408 também estão paradas.
Na Bahia, bancários e professores também aderiram.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Estudante da USP acusado de estupros não terá CRM


O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) decidiu que vai indeferir o registro profissional (CRM) do aluno de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) acusado de estupro por alunas da graduação, "até acesso integral aos autos de sindicância e processo da faculdade." 

"O Cremesp não pode furtar-se à sua missão e responsabilidade legal de proteger a Medicina e a sociedade, como bens maiores e absolutamente indissociáveis", diz a decisão desta quarta-feira (9). A Superintendência Jurídica do órgão pediu à faculdade a cópia dos procedimentos administrativos a que foi submetido Daniel Tarciso da Silva Cardoso, de 34 anos. Ele é acusado de estuprar uma aluna de Enfermagem em uma festa da universidade em 2012. Também é suspeito pelo estupro de pelo menos uma outra estudante em evento da FMUSP. 
Protesto
Na quarta-feira, alunas da universidade protestaram contra a formatura do aluno e os casos de violência sexual contra mulheres. A Faculdade de Medicina da USP informou que "o caso do estudante está em análise jurídica pela universidade para verificar se existe a obrigatoriedade de conceder a colação de grau ao aluno após ter cumprido a suspensão imposta" e ressaltou que o caso continua na Justiça. O advogado de Cardoso não foi localizado. 

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Cartuchos de balas das polícias de SP são achados perto de 5 corpos


Peritos encontraram cartuchos de balas calibre .40 de três origens diferentes perto dos cinco corpos achados domingo (6) em Mogi das Cruzes, interior de São Paulo. De acordo com o SPTV da TV Globo, alguns são de um lote comprado pela Polícia Militar (PM), outros comprados pela Polícia Civil, e o restante de origem desconhecida.
O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) apura se policiais ou criminosos participaram da chacina no terreno em Mogi.
Para a investigação, há fortes indícios de que os corpos sejam mesmo dos cinco rapazes que desapareceram no dia 21 de outubro, quando saíram de carro de São Paulo em direção a uma festa em Ribeirão Pires, região metropolitana. O veículo foi encontrado abandonado na capital, no dia 23.
Dois dos cadáveres foram identificados preliminarmente por digitais como sendo de Caíque Henrique de Machado Silva, de 18 anos, e do cadeirante Robson Fernando Donato de Paula, de 16. Eles estavam no grupo que sumiu, juntamente com Jonathan Moreira, 18; Cesar Augusto Gomes, 19; e Jones Januário, 30.O Instituto Médico Legal (IML) ainda não confirmou se os outros três corpos são de Jonathan, Cesar e Jones. Eles passarão por exames de DNA. Antes de desaparecerem, os cinco amigos haviam marcado pelo Facebook um encontro com garotas.
Além dos cartuchos de calibres .40, que são usados pelas forças de segurança do estado de São Paulo, também foram encontrados cartuchos calibre 12 e 38. Policiais disseram que encontraram marcas de calibres 38 nos corpos.
De acordo com o SPTV da TV Globo, o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa Filho, afirmou nesta terça-feira (8) que a polícia trabalha com três hipóteses para tentar esclarecer as mortes: violência policial, acerto de contas com criminosos, ou vingança por parte de guardas civis.
O titular da pasta havia dito na segunda-feira (7) que um dos pontos a ser investigado é sobre possível extravio de munição da polícia, que, segundo ele, ocorre “às vezes”.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Cinco corpos encontrados podem ser de jovens desaparecidos na Zona Leste...

Cinco corpos foram encontrados em um matagal em Mogi das Cruzes, região metropolitana de São Paulo, neste domingo (6). Os corpos foram encaminhados ao IML Central, na zona central da capital.
Por causa de uma tatuagem no pé de uma das vítimas, os policiais acreditam que os corpos sejam de quatro jovens e do motorista que estão desaparecidos desde o dia 21 de outubro. Eles saíram do Parque São Rafael, na zona leste de São Paulo, em direção à Ribeirão Pires, na região do ABC. Porém, ainda não existe a confirmação de que os corpos sejam dos desaparecidos.
Os corpos estavam enterrados na mesma vala, com cal, o que acelera o processo de decomposição. No local também foram encontrados pertences das vítimas como correntes, anéis e um relógio. Além de aproximadamente 10 cápsulas de ponto 40, mesmo calibre utilizado pelas polícias.
Os quatro jovens, com idades entre 16 e 19 anos, saíram da zona leste de São Paulo para encontrar garotas que conheceram pela internet na cidade de Ribeirão Pires. Um vizinho adulto dava carona ao grupo, que teria sido parado por uma blitz, segundo uma mensagem de áudio enviada por um dos jovens a uma amiga. O carro foi encontrado vazio no dia seguinte.
Todos os adolescentes tinham antecedentes criminais. Um deles era cadeirante, pois ficou paraplégico depois de levar tiros.
Os familiares serão chamados para reconhecer roupas e tatuagens. Exames de DNA também devem ser realizados para confirmar que os corpos são dos jovens. O caso está sendo investigado pelo DHPP.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Golpe utilizando Skype visa árabes com proposta de sexo online

Certa noite, um jovem palestino foi levado a tirar a roupa e a se masturbar em frente a uma webcam.
Sua história – vivenciada por diversos homens árabes, alvos de um esquema de extorsão que está se tornando comum – foi revelada como parte de uma nova série da BBC.
O material aborda um fenômeno novo e perturbador que faz uso de imagens privadas ou explícitas para ameaçar, chantagear e envergonhar jovens que vivem em algumas das sociedades mais conservadoras do mundo.
O relato abaixo foi feito por uma das vítimas do esquema, praticado principalmente por chantagistas baseados no Marrocos.
AVISO: essa reportagem contém descrições de atos sexuais
"Eu estava sozinho em casa. Uma garota me adicionou no Facebook. Não achei nada estranho. Sempre recebo pedidos de amizade de ex-colegas de escola que não conheço muito bem."
"No dia seguinte, ela me envia uma mensagem dizendo: 'Olá, como está você? Eu vi seu perfil e gostei de você'. Então, olhei o perfil dela e, confesso, ela era bastante atraente."
"Nessa noite ela começou a me enviar mensagens pelo Skype. Disse que tinha 23 anos de idade, que seus pais já haviam morrido e que morava com sua irmã no Líbano."
"Ela disse que estava entediada porque não estava estudando nem trabalhando e que sua irmã era muito severa. Perguntei o que ela fazia para passar o tempo e ela respondeu que gostava de sexo. Disse que adorava sexo."
"Comecei a pensar que isso ficaria interessante. Estava curioso, mas ainda desconfiado porque a facilidade com que ela falava de sexo com um desconhecido me soava estranha."
"Mas eu estava entediado, sem nada para fazer, e minha namorada estava viajando. Decidi ver onde aquilo iria parar."
"Então ela me perguntou se eu tinha uma webcam. Liguei o meu vídeo e perguntei: 'Eu posso ver você também?' Então ela ligou o vídeo e, quando eu olhei para ela, ela se revelou ser muito bonita. Com uma garota assim, você perde a cabeça."
"Nossa conversa foi apenas via mensagens, pois ela disse que a irmã dela poderia nos escutar. Enquanto teclávamos, ela me disse que estava ficando excitada com a conversa."
"Eu estava achando que, por estar com sua irmã, no sul do Líbano, ela estaria se sentindo frustrada e, por isso, estaria a procura de encontros sexuais pela internet".
"Então ela me pediu para eu mostrar o meu pênis. Eu mostrei. Aí eu disse: 'Ok, sua vez.' Então ela deitou na cama, tirou a roupa e começou a se masturbar."
"Eu nunca tinha visto algo parecido. Foi tão fácil. Bom demais para ser verdade."
"Comecei a me masturbar também. Ela me disse para colocar a câmera na minha cara, porque isso a deixava excitada. Então eu intercalava o vídeo, mostrando a minha face e o meu pênis. Após alguns minutos ela fingiu ter um orgasmo."
"Ainda nua, ela retornou ao teclado e veio conversar comigo. Ela me perguntou o que eu faço e digo que trabalhava em um mercado em Milão".
"'Ah, você deve ser rico,' ela respondeu."
"Bem, eu vivo bem,' respondi."
"Então ela disse que sua irmã estava vindo. Vestiu-se e desconectou."
"Meia hora mais tarde recebi a seguinte mensagem via Facebook: 'Escute, eu sou um homem e gravei um vídeo seu se masturbando. Você quer vê-lo? Ele me enviou. Era uma gravação de cinco minutos onde apareço me masturbando."
"Então ele diz: tenho uma lista de amigos e familiares seus no Facebook – sua mãe, sua irmã, seus primos. Você tem uma semana para me enviar 5 mil euros. Caso contrário, eles receberão o vídeo."
"Fiquei em choque. Meu primeiro pensamento foi enviar imediatamente o dinheiro. Mas decidi cancelá-lo, ou cancelá-la, como contato no Skype. Na mesma hora, recebi uma mensagem via WhatsApp: 'Estou aqui', dizia."
"Comecei a negociar com ele. Disse que não tinha 5 mil euros. Ele respondeu: 'É claro que você tem dinheiro, você tem um bom trabalho na Europa. Disse que aquilo era uma mentira para impressionar uma garota. Eu sou um entregador de pizza."
"Ele pareceu se convencer e disse: "Pode até ser verdade, mas não me importo. Você tem uma semana para me enviar 2 mil euros ou vou enviar o vídeo para sua família."
"Tentei me acalmar e raciocinar. Se enviasse o dinheiro, o que impediria ele de voltar e pedir mais?"
"Foi então que me ocorreu que se ele enviasse o vídeo para meus contatos – pessoas que não são amigas dele – o arquivo iria parar na caixa de lixo onde ninguém confere."
"Mesmo que conferissem, quem abriria um arquivo de vídeo de um desconhecido? Poderia ser um vírus."
"Então eu fiquei com duas alternativas. Enviar o dinheiro mesmo sem garantia de que ele não voltaria para me pedir mais ou recusar e torcer para que ninguém olhasse o vídeo."
"O dia em que o prazo venceria chegou e ele me mandou uma mensagem dizendo que iria fazer o upload do vídeo no YouTube. 'Vá em frente. Não me importo mais,' disse a ele."
"Então mudei meus ajustes de privacidade para que ninguém publicasse na minha timeline ou me vinculasse a algo sem meu consenso."
"Então ele me enviou o link para o vídeo via WhatsApp. Vi novamente. Eu me masturbando no YouTube. Fiquei enjoado."
"Imediatamente comecei a denunciar o vídeo ao YouTube por conteúdo sexual. Eu denunciei, fechei a página, recarreguei o link e denunciei novamente. Sem parar, uma vez atrás da outra."
"Ele me enviou a mensagem dizendo que estava a ponto de enviar meu vídeo para meus familiares via Facebook se não pagasse. Eu disse: 'Vá em frente. Envie!'"
"Eu não poderia pagar os 2 mil euros. Isso passaria para 5 mil e depois sabe-se lá que valor ele iria querer. Ele ficou indignado e começou a me enviar insultos e dizer que iria mandar meu vídeo para minha mãe e todos que conheço"
"Continuei denunciando o vídeo. Também fiquei conferindo o número de visualizações para me certificar de que ninguém mais havia visto. Após uma hora o YouTube derrubou o vídeo."
"Até onde posso dizer, todos os acessos foram meus, exceto por um. Pode ter sido a pessoa assistindo logo que fez o upload. Ou um dos meus familiares."
"Nunca saberei ao certo, mas nunca ninguém me disse nada. Talvez algum familiar homem tenha assistido, mas nunca disse a ninguém."
"Se minha tia tivesse assistido, ela espalharia para toda a família. Imagine se minha mãe tivesse visto? Eu me jogaria da janela por vergonha."
"Depois que o vídeo foi derrubado pelo YouTube, a pessoa não entrou mais em contato. Acho que ele foi atrás de alguém com mais potencial."
"Lembro que certa vez perguntei por que ele ficava tentando pegar um cara pobre e ele me disse: 'Você acha que não miro nos caras ricos do Golfo Pérsico? Claro que sim. Você tem sorte. Posso ver pelo seu Facebook que você não é casado. Eu estaria pedindo muito mais dinheiro se esse fosse o caso."'
"Acho que (a extorsão) acabou, mas volta e meia entro no YouTube para ver se o vídeo foi recarregado."
Cidade de chantagistas
É provável que a "garota libanesa de 23 anos de idade" que seduziu Samir pelo Skype na verdade seja um homem jovem de Oued Zem – uma cidade pequena no centro do Marrocos que se tornou famosa por ser a "capital da indústria da extorsão sexual".
Os chantagistas de Oued Zem caçam vítimas no Facebook. Assim que um homem responde à chamada de vídeo, eles ativam um software que mostra para a vítima um vídeo pré-gravado, retirado de site pornô.
Eles são tão familiarizados com o vídeo que conseguem teclar com suas vítimas exatamente nos momentos em que a garota aparece teclando no computador.
"Pedimos a ele que tire suas roupas e que faça gestos obscenos," revela Omar (nome fictício), um dos chantagistas.
"É importante que seus órgãos genitais fiquem visíveis enquanto ele faz esses gestos," diz.
Omar revela também uma habilidade profissional. "Passamos 20 minutos no chat, 20 minutos gravando e 20 minutos ameaçando – chantageando e negociando. Todos pagam," garante Omar.
"O ponto fraco dos árabes é o sexo. Você encontra a fraqueza deles e passa a explorá-las. Outro ponto fraco é quando são casados. Também há aqueles que são bastante religiosos."
"Você vê se o cara se parece com um sheik, carregando o Corão, e pensa: 'Não, ele não cairá nessa. E quando você tenta, ele cai na armadilha."
A atividade rende a Omar em torno de US$ 500 (cerca de R$ 1,5 mil) por dia. Muitos jovens na cidade se dedicam à prática de extorsão.
As ruas da cidade são repletas de carros alemães e motocicletas japonesas. Há restaurantes e cafés para atender a demanda de famílias de novos ricos.
A cidade também abriga pelo menos 50 escritórios de transferência internacional de dinheiro. O gerente de um deles afirma receber em torno de US$ 8,5 mil (R$ 26,7 mil) por dia e que a vasta maioria é proveniente de extorsão.
No Reino Unido, Wayne May administra uma comunidade online chamada Scam Survivors (Sobreviventes de Golpes). O grupo oferece ajuda a vítimas de extorsões.
Desde 2012, ele diz ter recebido mais de 14 mil pedidos de ajuda provenientes do mundo todo. Muitas das vítimas são jovens árabes e as chantagens partem do Marrocos.
A cidade de Oued Zem vivia das remessas de dinheiro de moradores que foram trabalhar na Europa. Mas, depois da crise econômica de 2008, essas remessas diminuíram.
Essa foi a mesma época do advento das redes sociais, quando o Facebook e as webcams se tornaram ferramentas de comunicação diária.
Salaheddin El-Kennan, um ativista, não culpa os jovens da cidade por faturarem com extorsão. Segundo ele, os índices de desemprego na cidade chegam a 60%.
"Escolhi não fazer chantagem porque considero incompatível com os valores marroquinos e islâmicos," disse ele.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Adolescente morre em escola ocupada no Paraná

Um adolescente foi encontrado morto na Escola Estadual Santa Felicidade, em Curitiba(PR). A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná.
A escola é  uma das 800 que foram ocupadas nos últimos dias no estado  contra a reforma do ensino médio e contra a  Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que limita os gastos ao governo federal pelos próximos 20 anos.
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do Paraná, o adolescente tinha 16 anos e era aluno da escola. Ele teria sido encontrado morto por volta das 16h.
De acordo com o Estadão Conteúdo, o  Corpo de Bombeiros afirmou que o estudante tinha cortes de faca no abdômen e na altura da clavícula, com indícios de suicídio. As motivações para o óbito, no entanto, ainda estão sendo investigadas pela polícia, que está dando prioridade ao caso, segundo informações da assessoria de imprensa do órgão.
Em nota publicada na página Ocupa Paraná, os líderes da série de ocupações afirmam que, até o momento, “não há nenhuma informação concreta sobre a motivação dessa morte”. Segundo eles, os advogados do movimento estão proibidos de entrar no local.
Em nota, o governador do Paraná, Beto Richa, lamenta a morte do estudante. “É ainda mais gravíssimo e lamentável, porque aconteceu no interior de uma escola ocupada, que deveria estar cumprindo a sua missão de irradiar a luz do conhecimento e a formação da cidadania”, escreveu. “A ocupação de escolas no Paraná ultrapassou os limites do bom senso e não encontra amparo na razão, pois o diálogo sobre a reforma do ensino médio está aberto”. 
Onda de ocupações
Segundo a União Nacional dos Estudantes, nesta segunda-feira, cerca de 73 campi de universidades pelo país e mil escolas estaduais e institutos federais estariam ocupados contra a PEC 241, que será votada em segundo turno nesta terça-feira.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Pesquisa preocupante: Um a cada três brasileiros culpa a vítima de estupro

Um a cada três brasileiros culpa as mulheres vítimas de estupro pela violência sofrida. Foi o que mostrou pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Mesmo entre as mulheres, 30% concordam com a frase “A mulher que usa roupas provocativas não pode reclamar se for estuprada”. O índice de concordância com a frase que relaciona uso de roupas provocativas com estupro sobe entre moradores de cidades de até 50.000 habitantes (37%), pessoas apenas com o ensino fundamental completo (41%) e com mais de 60 anos (44%), segundo o instituto. Entre as pessoas com até 34 anos, a taxa cai para 23% e com ensino superior a queda é ainda maior, 16%.
A pesquisa também perguntou quem acredita na afirmação “mulheres que se dão ao respeito não são estupradas” – o que reitera a ideia de controle do comportamento e do corpo da mulher. Ao todo, 37% concordam com a frase. Entre as mulheres, o índice de concordância é de 32% e, entre homens, é de 42%.
O papel da educação no combate às agressões sexuais é reconhecido por 91% dos entrevistados, que dizem ser possível “ensinar meninos a não estuprar”. Para Wânia Pasinato, da ONU Mulheres, a retirada de metas de combate à discriminação de gênero dos planos nacional, estaduais e municipais de educação, por pressão de bancadas religiosas, deve ter impacto negativo nessas transformações.
De acordo com o Datafolha, 65% temem ser vítimas de violência sexual. Entre as mulheres, esse índice sobe para 85%, chegando a 90% no Nordeste.
A pesquisa revela ainda que 50% dos entrevistados avalia que a Polícia Militar não está preparada para atender mulheres vítimas, enquanto 42% diz que o mesmo problema se estende para a Polícia Civil. Em relação à Justiça, 53% dos entrevistados avaliam que as leis brasileiras protegem os estupradores.
O estudo ouviu 3.625 brasileiros com 16 anos ou mais, entre os dias 1 e de agosto. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Polícia prende maníaco da seringa

A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira um morador de rua acusado de atacar uma estudante com uma seringa na estação Paraíso do metrô, em agosto.
Benedito José da Silva, de 62 anos, foi detido na plataforma da estação Barra Funda do metrô, por volta das 18h, com 21 seringas em uma sacola, onde também carregava algumas roupas. As agulhas estavam fechadas e foram coletadas por ele em postos de saúde para tratamento de diabetes, segundo informou à polícia.
De acordo com o delegado Nico Gonçalves, o acusado tem problemas mentais. Foi pedido, além da prisão, o encaminhamento para cumprir pena em hospital psiquiátrico. A estudante Julia Ramires Patuci, de 18 anos, reconheceu o agressor. 
No últimos três meses, a Polícia Civil registrou 23 boletins de ocorrência de vítimas de ataques com seringa em estações do metrô da cidade. A maioria dos casos aconteceu em horários de pico e nas estações de maior movimento, como Sé e República da linha 3-Vermelha.
Dos 23 boletins registrados pela Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), apenas seis vítimas quiseram dar continuidade às investigações e as queixas se tornaram inquéritos policiais, segundo o delegado Rogério Marques. Em um deles, uma mulher chegou a levar aos policiais a agulha que a atingiu e ficou presa em sua roupa.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Família esquartejada na Espanha era brasileira, diz polícia

O casal e seus dois filhos encontrados esquartejados no domingo (18) em uma casa a 60 km de Madri, na Espanha, eram brasileiros, anunciaram nesta segunda-feira as autoridades locais, que acreditam que as mortes se tratam de um ajuste de contas.
As duas crianças tinham 1 e 4 anos, segundo a Guarda Civil espanhola.
Os agentes não encontraram sinais de que os assassinos tenham forçado a entrada na casa da família no povoado de Pioz, na província de Guadalajara.
Os investigadores calculam que os corpos se encontravam na casa há cerca de um mês.
"A entrada não foi forçada, nem qualquer tipo de janela, porta, nada", indicou o porta-voz da Guarda Civil
"Temos a investigação sob segredo judicial, e ainda não esclarecemos as causas. Parece que foi feito por profissionais", acrescentou o porta-voz. Apesar do sigilo sumário da investigação, as autoridades especulam sobre um possível ajuste de contas.
"Tudo indica que pode ter sido um ajuste de contas", declarou à imprensa José Julián Gregorio, delegado do governo em Castilla-La Mancha, região em que se encontra Pioz.
Segundo a imprensa espanhola, os corpos esquartejados foram achados em bolsas de plástico fechadas com uma fita adesiva.
A Guarda Civil foi alertada no domingo (18) por um vizinho, que informou sobre o mau cheiro vindo da casa, situada numa zona residencial na periferia desta localidade de menos de 4 mil habitantes. Foram decretados dois dias de luto na localidade.
Segundo ainda a Guarda Civil, há elementos intrigantes no crime que deverão ser investigados.
"O que está claro é que a forma com que os corpos foram achados indica uma intenção de não deixar pistas e depois se desfazer deles", afirmou Jesús García, tenente-coronel e investigador da Guarda Civil.
"Dá a impressão de que algo foi abortado em um determinado momento, porque não é lógico que os cadáveres ficassem ali, dentro de casa", acrescentou.
Vários vizinhos entrevistados indicaram que a família alugava a casa e que foram pouco vistos desde que se mudaram para lá no final de julho.
A casa, que possui uma piscina, foi isolada pelas forças de segurança. Ela se encontra numa zona residencial, com vigilância 24 horas por dia.
Segundo a vice-prefeita de Pioz, as pessoas estão muito preocupadas com o ocorrido, e o ambiente é desolador.
A prefeitura da localidade decretou dois dias de luto, e na terça-feira será observado um minuto de silêncio ao meio-dia.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Docente é demitida mesmo apos ameaças de aluna...

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Letícia Sabatella registra Boletim de Ocorrência por agressões sofridas em protesto


A atriz Letícia Sabatella registrou Boletim de Ocorrência nesse domingo, após ter sido hostilizada por manifestantes favoráveis a saída definitiva da presidente afastada Dilma Rousseff, em Curitiba (PR). De acordo com a Polícia Civil do Paraná, o registro foi feito no 1º Distrito da cidade. A atriz, no entanto, não representou pela investigação, mas apenas registrar as agressões feitas contra ela. Ainda de acordo com a corporação, Letícia afirmou saber a identificação de pelo menos duas das pessoas que a agrediram, mas os nomes não foram formalmente citados no B.O.
O episódio de agressão ocorreu na Praça Santos Andrade, no Centro de Curitiba, na tarde desse domingo. Letícia Sabatella foi xingada pelos manifestantes. Em um vídeo publicado no Instagram da atriz, ela disse que não foi provocar ninguém, que passava pela praça e teria parado para falar com uma senhora. "Meu erro. Preocupa esta falta de democracia no nosso Brasil. Eles não sabem o que fazem", dizia o relato da atriz. Até a noite deste domingo, o vídeo tinha ao menos 11 mil visualizações e milhares de comentários.

No vídeo gravado por Sabatella uma mulher aparece exaltada. "Chora petista", "nossa bandeira jamais será vermelha" e "acabou a mamata para vocês" estão entre as frases dita pela mulher várias vezes. Um dos manifestantes chega a encarar o celular da atriz e a chama de "puta". Um senhor que também aparece nas imagens a empurra e manda que a tirem dali. No vídeo, Letícia Sabatella diz aos manisfestantes que eles não são democráticos. 

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Obama condena ataque em Nice e reafirma determinação contra o terrorismo


O presidente americano, Barack Obama, criticou nesta sexta-feira, na Casa Branca, o ataque "trágico e desprezível" cometido na quinta-feira, em Nice, no sudeste da França, no qual viu uma afronta "à liberdade e à paz".
"Nós não podemos ceder ao medo ou dar as costas uns aos outros ou sacrificar nosso estilo de vida", disse Obama a um encontro de diplomatas na Casa Branca, do qual participou o embaixador da França em Washington, Gerard Araud.
Prometendo novamente "destruir" o grupo Estado Islâmico, Obama expressou a vontade de consegui-lo, permanecendo "fiel aos valores do pluralismo, da diversidade e da liberdade, que as pessoas celebravam em Nice em 14 de julho".
O presidente americano criticou severamente a "morte e o niilismo que os terroristas oferecem" e disse que "o ódio e a violência de uns poucos por fim não é páreo para o amor, a decência e o trabalho duro de pessoas com boa vontade e compaixão"
Obama voltou a prometer apoio à França em um telefonema, nesta sexta-feira, ao contraparte francês, François Hollande, depois do ataque da véspera, que deixou pelo menos 84 mortos e dezenas de feridos graves que lutam por suas vidas.
"Eu lembrei a ele que a França é o aliado mais antigo dos Estados Unidos e um dos mais fortes que temos. Devemos nossa liberdade uns aos outros", disse Obama, acrescentando que "o mundo inteiro está solidário com o povo da França neste momento difícil".
Em outro momento de seu discurso, o presidente americano considerou "repugnante" a sugestão feita por um líder republicano próximo a Donald Trump dizendo que era "uma afronta a tudo o que representamos como americanos".
"Após o ataque de ontem à noite (quinta-feira em Nice), ouvimos sugestões ruins de que todos os muçulmanos nos Estados Unidos devam ser registrados, examinados sobre suas crenças, e alguns deportados ou presos", assinalou Obama em referência a uma proposta do ex-presidente da Câmara Baixa, o republicano Newt Gingrich.
Nesta sexta-feira, Obama telefonou para o presidente francês, François Hollande e ordenou que a bandeira americana fosse hasteada a meio pau em todos os edifícios públicos, em demonstração de solidariedade.
Na noite de quinta-feira, um caminhão foi lançado contra a multidão na cidade turística de Nice, onde se reunia uma multidão para celebrar a Queda da Bastilha, matando 84 pessoas e ferindo mais de uma centena.
O presidente americano tinha dito na quinta-feira que pediria às suas equipes que mantenham contato com as autoridades francesas e que seu país tinha oferecido à França "toda a ajuda que pudessem necessitar para fazer a investigação sobre este ataque e levar os responsáveis perante a justiça".

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Diretoria do São Paulo emite nota rompendo com torcidas uniformizadas apos confusão no Morumbi

O São Paulo anunciou nesta sexta-feira ter rompido com as torcidas organizadas do clube. A decisão se deu após a confusão ocorrida na saída do estádio do Morumbi na derrota por 2 a 0 para o Atlético Nacional, pela semifinal da Taça Libertadores da América.
Cobrado por torcedores e também internamente, o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, resolveu cortar os laços com as uniformizadas.
O próprio dirigente admitia publicamente que ajudava a financiar as organizadas, principalmente com ingressos para jogos fora de casa, além de contribuir financeiramente com o Carnaval, já que tanto a Independente quanto a Dragões da Real participam dos desfiles na capital paulista. 
Na quarta-feira, a confusão ocorreu na saída do do Morumbi, quando a Polícia Militar tentou impedir que membros de uma facção uniformizada do São Paulo (que nem haviam entrado no estádio) roubassem torcedores comuns e ambulantes. 
O choque foi acionado para conter a situação, e inúmeras bombas foram usadas para dispersar a ação violenta. Houve relatos de roubos, furtos, tentativas de espancamento e até de assédio sexual a mulheres.
Em um dos momentos tensos da confusão, inúmeras garrafas foram arremessadas por alguns torcedores do Tricolor. Cerca de 20 policiais ficaram acuados em frente ao portão principal, na Praça Roberto Gomes Pedrosa. Os oficiais da Tropa de Choque responderam com balas de borracha e bombas. No fim, nove pessoas foram detidas e 12 policiais ficaram feridos.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

MP Diz que Ex-companheiro de Luiza Brunet esta proibido de se aproximar...

O empresário Lírio Albino Parisotto, de 62 anos, está proibido de aproximar e de manter contato com a ex-mulher, Luiza Brunet, de 54 anos, de acordo com o Ministério Público de São Paulo. A atriz e ex-modelo afirmou que foi agredida e que teve costelas quebradas pelo companheiro em Nova York, nos Estados Unidos no último dia 21 de maio. Parisotto diz que lamenta 'versões distorcidas' do episódio ocorrido na intimidade e que vai prestar esclarecimentos nas esferas legais.
Após pedido do MP, a Justiça decretou as medidas protetivas na terça-feira (28), que determinam que o ex-marido fica proibido de se aproximar da atriz e de manter contato com ela por qualquer meio.
De acordo com o MP, Luiza registrou queixa no Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (GEVID), relatando ter sido vítima de agressão doméstica, no dia 23 de junho. O promotor de Justiça responsável pela investigação do caso, Carlos Bruno Gaya da Costa, pediu exames de corpo de delito. O processo está em segredo de Justiça.
Após o episódio de violência, a atriz e modelo se separou do empresário, com quem tinha uma união estável, informou sua assessoria de imprensa.
De acordo com o advogado de Luiza, Pedro Egberto da Fonseca Neto, o caso será apurado pela Promotoria da Vara da Violência Doméstica do Ministério Público (MP) de São Paulo porque Parisotto tem residência no estado.
A informação de que Luiza apanhou do empresário foi divulgada nesta sexta-feira (1º) pela coluna do jornalista Ancelmo Gois, de "O Globo".
“Tudo o que tinha de ser dito, ela [Luiza] disse na coluna do Anselmo Gois”, respondeu o advogado da artista ao ser indagado se ela poderia falar com a equipe de reportagem sobre o caso.
De acordo com a coluna, Luiza contou ter sido agredida, tendo inclusive as costelas quebradas pelo então companheiro após eles jantarem com amigos em um restaurante em Nova York. Segundo o relato dela, o casal saiu do estabelecimento e foi ao apartamento dele, onde o homem deu um soco na atriz, seguido de chutes.Luiza informou à coluna que Parisotto a derrubou no sofá e a imobilizou até quebrar quatro costelas dela. Ela conseguiu se trancar no quarto e no dia seguinte foi para o Brasil.
De acordo com uma assessora, a artista desembarcou no Rio de Janeiro e, após conversar com uma amiga, viajou a São Paulo, onde prestou queixa no MP. A modelo ainda realizou exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), mas não registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil, segundo seu advogado.
Em sua página no Facebook, a modelo postou em 25 de maio, quatro dias após o incidente, uma foto com parte do rosto coberto pelos cabelos e uma frase: "A maquiagem forte esconde o hematoma da alma". Luiza é embaixadora do Instituto Avon, que faz campanha contra a violência doméstica.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

A cada 4 minutos uma mulher chega no SUS vitima de violência


Os atendimentos a mulheres vítimas de violência sexual, física ou psicológica em unidades do  (SUS) somam por ano, 147.691 registros - 405 por dia, ou um a cada quatro minutos. A maior procura por serviços de saúde após casos de agressão se dá entre adolescentes de 12 a 17 anos, faixa etária das duas vítimas de estupro que ganharam repercussão na semana passada, no Rio e no Piauí. Especialistas apontam para a necessidade de se encerrar a "lógica justificadora" que tenta lançar para as vítimas a culpa pelos crimes.

Os dados integram o Mapa da Violência - Homicídio de Mulheres, um dos mais respeitados anuários de violência do País. As estatísticas foram reunidas com base no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, que registra os atendimentos na rede do SUS. O relatório mostra que Mato Grosso do Sul, Acre, Roraima, Tocantins e Minas lideram a lista de Estados com as maiores taxas de procura por atendimento.

O registro mais recente do Sinan contém dados de 2014 - o estudo foi concluído no fim de 2015. O cônjuge da vítima aparece como o agressor mais frequente, responsável por 22,5% das ocorrências; outras pessoas próximas de adolescentes e mulheres também são apontadas como responsáveis por ataques, como namorado, ex-namorado, irmão, pai e padrasto. Em só 13% dos casos, a agressão é cometida por uma pessoa desconhecida. No caso do Rio, um dos suspeitos é ex-namorado da vítima de 16 anos que diz ter sido atacada por mais de 30 homens no Morro da Barão.
Ao Estado, Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da pesquisa e da área de estudos sobre violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), reforça a tese e diz ver uma reação conservadora à tentativa de ampliação de direitos pelas mulheres. "Na medida em que se criam condições sociais de proteção, mais violento se torna o agressor. É uma reação conservadora do patriarcalismo machista que persiste no Brasil", diz Waiselfisz. "E, hoje, estamos assistindo a uma cultura em que está permitindo esse tipo de violência."
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Reincidência

Os dados do Mapa da Violência mostram também que são as mulheres jovens as que mais voltam para novos atendimentos no SUS após outros casos de violência. "A violência contra a mulher é mais sistemática e repetitiva do que a que acontece contra os homens. 

Para a secretária nacional de Direitos Humanos é fundamental trabalhar em educação e capacitação dos operadores da segurança pública e da Justiça para que entendam que a violência contra a mulher é gravíssima violação contra os direitos humanos".
Ao Estado, ela afirmou também que são necessárias três linhas de enfrentamento do problema. 

Para a promotora paulista especialista em combate à violência doméstica, a solução passa pelo combate à impunidade dos agressores, mas também exige medidas educativas. "Os criminosos merecem uma punição exemplar, e essa punição tem de ser divulgada para a sociedade para combater a sensação de impunidade."

O crime do Rio foi seguido por compartilhamentos de vídeos na internet por pessoas que faziam "piadas machistas e julgamento moral". "Que sociedade é essa que um sujeito compartilha a prova do crime e se gaba dela? E quem são as milhares de pessoas que viram e compartilharam esse material, ajudando a perpetuar esse sofrimento?", questiona.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Marcha LGBT pede fim da homofobia e criação de lei no Acre


O Dia Internacional de Combate à Homofobia, celebrado nesta terça-feira, foi marcado por uma marcha no Centro de Rio Branco para conscientizar e pedir o fim da homofobia, não só no Acre, como em todo o país. Com uma bandeira com as cores do arco-íris e uma de luto, o grupo caminhou até a Assembleia Legislativa do Acre, onde pediu que uma lei estadual seja criada para designar o dia 17 de maio para uma data de debates sobre a homofobia e outras questões de gênero.O Departamento de Trânsito do Acre estima a participação de 200 pessoas, já a organização contabilizou 150.
A marcha faz parte da 1° Semana de Combate à LGBTfobia, que começou nesta segunda-feira (16) e vai até a sexta (20), na Universidade Federal do Acre, que tem como tema "Tire seu preconceito do armário e venha colorir a Ufac".O presidente da Associação de Homossexuais do Acre (Ahac), informou que o movimento está de luto devido a três mortes em um mês que, segundo ele, foram motivadas por crimes de homofobia. 
Para o presidente da associação LGBT, os crimes homofóbicos precisam ser extirpados da sociedade. Além disso, ele reclama que muitas vezes crimes dessa natureza são indiciados em outras categorias. "Essa marcha tem o objetivo de fazer com que mais pessoas aceitem os homossexuais porque as pessoas de bem e até as que se dizem religiosas não podem compactuar com esse tipo de violência. Também estamos de luto porque são três mortes em menos de um mês", destacou.
O presidente da Ahac disse ainda que os crimes bárbaros são motivados pela intolerância e discursos de ódio de alguns segmentos que ele denomina de 'mais conservadores'. "Não podemos admitir mortes tão bárbaras e que pessoas sejam agredidas porque são homossexuais", enfatizou. 
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