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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Anvisa aprova registro de remédio à base de maconha


A última segunda-feira (16) foi uma data histórica para a medicina do Brasil. Marcou o dia em que a Anvisa registrou o primeiro medicamento à base de Cannabis sativa, planta que dá origem à maconha, no país.
O medicamento é o Mevatyl, que será fabricado pela GW Pharma Limited – Reino Unido. A distribuição do medicamento será feita no Brasil pela Beaufor Ipsen Farmacêutica Ltda. O remédio virá em forma de spray.
De acordo com a nota técnica que marcou o registro, a eficácia do remédio foi testada em mais de 1,5 mil pacientes. Sua indicação é para tratar "espasticidade moderada a grace relacionada à esclerose múltipla".
Entre as pessoas que receberam contraindicação do remédio estão, curiosamente, usuários de maconha. Além deles, o consumo também não é indicado para gestantes, idosos e portadores de epilepsia.
O uso do canabidiol foi liberado no Brasil pela Anvisa em 2015. A mudança só ocorreu graças a uma grande movimentação feita por familiares de pacientes que apresentavam repetidas crises de convulsão.
O Mevatyl já é produzido em outros 28 países, nos quais é nomeado como Sativex.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Sífilis uma epidemia crescente no Brasil...



quarta-feira, 28 de setembro de 2016

SUS oferecerá melhor tratamento do mundo para pacientes com HIV/Aids

A partir do ano que vem, o Ministério da Saúde vai fornecer o medicamento antirretroviral Dolutegravir. O remédio é o mais indicado para o tratamento de HIV/Aids pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e será oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Cerca de 100 mil pacientes portadores do vírus receberão o tratamento.
“Estamos ousando oferecer o melhor tratamento do mundo pelo menor preço possível”, destacou o ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante a cerimônia de anúncio do novo medicamento. Segundo o ministro, esse é um desafio para todas as áreas da pasta, e não apenas para o combate ao HIV e Aids.
“Temos a clareza de que é possível fazer mais com os recursos que temos disponíveis. A nossa política é ousar e a marca de nossa gestão é oferecer mais eficiência, possibilitando melhorar o tratamento e a oferta de medicamentos no SUS com menor custo, sem onerar o orçamento”, ressaltou o ministro.
A partir da negociação com a indústria farmacêutica GSK, a pasta conseguiu reduzir em 70% o preço do medicamento, de US$ 5,10 para US$ 1,50. Assim, a incorporação do Dolutegravir não altera o orçamento atual do Ministério da Saúde para a aquisição de antirretrovirais, que é de R$ 1,1 bilhão. Mantidas as negociações atuais para todos os tratamentos com antirretrovirais, a estimativa do Ministério da Saúde é de uma economia de R$ 5 milhões.
Para a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, Adele Benzaquen, mais importante do que reafirmar o papel do País na vanguarda da condução da política de combate ao HIV e Aids, a incorporação do Dolutegravir reforça o compromisso maior do Ministério da Saúde de oferecer às pessoas que vivem com HIV e Aids a melhor tecnologia existente de forma sustentável.
“O Dolutegravir apresenta uma série de vantagens para essas pessoas. Além de potência muito mais alta, o novo medicamento apresenta um nível muito baixo de eventos adversos” esclareceu a diretora. Além disso, a diretora reforçou que o novo medicamento também apresenta maior eficácia ao longo do tempo, o que acarreta o menor aparecimento de vírus resistentes ao longo do tratamento. “Isso possibilita maior qualidade de vida aos pacientes ao longo dos anos”, reforçou a diretora.
Efeitos colaterais
O novo medicamento apresenta um nível muito baixo de eventos adversos, o que é importante para os pacientes que devem tomar o medicamento todos os dias, para o resto da vida. Com menos eventos adversos, os pacientes terão melhor adesão e maior sucesso no tratamento.
O diretor do Departamento de HIV, da Organização Mundial de Saúde (OMS), Gottifried Hirnschael, por meio de mensagem em vídeo, destacou que desde os primeiros dias da epidemia global de HIV, o Brasil foi pioneiro ao introduzir as mais inovadoras intervenções, com criatividade e eficiência. De acordo com ele, “o Brasil também esteve entre os primeiros países, no fim de 2013, a introduzir a política de ‘tratar todos’ e oferecer tratamento a todas as pessoas HIV positivas o mais cedo possível”, disse Gottifried Hirnschael.
Sobre a incorporação do novo medicamento no SUS, Gottifried ressaltou que “a OMS está feliz com o anúncio de que o Brasil é um dos primeiros países a introduzir o dolutegravir, um dos mais recentes tratamentos, no seu programa nacional. A OMS recomenda o uso desse medicamento para aumentar ainda mais a qualidade do tratamento do HIV”, afirmou. Para ele, com a implementação dessa nova política, o Brasil será capaz de melhorar a saúde e o bem-estar de milhões de pessoas vivendo com HIV e irá inspirar outros países a fazer o mesmo.
Tratamento
Inicialmente, o novo medicamento será ofertado no SUS a todos os pacientes que estão começando o tratamento e também aos pacientes que apresentam resistência aos antirretrovirais mais antigos. A expectativa é que, em 2017, cerca de cem mil pacientes iniciem o uso do novo remédio.
Já incorporado ao SUS pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), o medicamento será incluído ao novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Manejo da Infecção pelo HIV, que será atualizado ainda neste ano.
Atualmente, o esquema de tratamento das pessoas na fase inicial é composto pelos medicamentos tenofovir, lamivudina e efavirenz, conhecido como 3 em 1. A partir de 2017, o dolutegravir associado ao 2 em 1 (tenofovir e lamivudina) será indicado no lugar do efavirenz para pacientes que iniciem tratamento e aqueles que apresentam resistência aos medicamentos mais antigos.
Desde o começo da epidemia, o Brasil registrou 798.366 casos de Aids, acumulados no período de 1980 a junho de 2015. No período de 2010 a 2014, o Brasil registrou 40,6 mil casos novos por ano, em média. Em relação à mortalidade, houve uma queda da taxa de mortalidade por Aids de 10,9% nos últimos anos, passando de 6,4 por 100 mil habitantes em 2003 para 5,7 em 2014.
Fonte: Portal Brasil, 

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Butantan espera testar vacina de zika em humanos em dois meses

O Instituto Butantan pode começar, em dois meses, a testar em humanos uma vacina contra o vírus da zika. Esta é a expectativa do diretor da instituição, Jorge Kalil, que fez o anúncio em um evento no dia 19.
O projeto, que é resultado de uma parceria com um instituto americano, é de uma vacina de DNA, que usa um pequeno fragmento de DNA produzido sinteticamente em laboratório que codifica uma proteína do vírus da zika e por isso desperta a resposta imunológica contra o vírus no organismo.
O instituto tem uma reunião com a Anvisa ainda esta semana para discutir a aprovação dos testes clínicos. “A Anvisa e a Conep (Conselho Nacional de Ética em Pesquisa) estão muito sensibilizadas para a questão, então acho que vai ser uma questão de um ou dois meses para a aprovação”, afirmou o diretor do instituto.
As vacinas de DNA são vistas como uma tendência para o futuro, mas, até o momento, ainda não existe nenhum produto desse tipo aprovado para uso comercial.
O instituto também trabalha no desenvolvimento de um soro contra zika e de anticorpos monoclonais para combater o vírus, ambos com a função de neutralizar o vírus já presente no organismo da pessoa infectada.
Vacina de vírus inativado
Outra iniciativa em andamento no Instituto Butantan é um projeto de vacina de zika com vírus inativado para o qual centro de pesquisa recebeu US$ 3 milhões da Autoridade de Desenvolvimento e Pesquisa Biomédica Avançada (Barda, na sigla em inglês), órgão ligado ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos do governo americano (HHS).
Pesquisadores do centro já trabalharam no processo de cultura, purificação e inativação do vírus em laboratório.
Vacinas em teste nos EUA
Nos EUA, existem pelo menos duas vacinas de zika em desenvolvimento. O Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), parte dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH), já está fazendo testes em humanos com uma vacina de DNA. Também já recebeu autorização para realizar testes clínicos a vacina GLS-5700, dos laboratórios farmacêuticos Inovio, dos Estados Unidos, e do GeneOne Life Sciences, da Coreia do Sul.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Menopausa desmotiva mulheres para o exercício, diz estudo


A pesquisa garante que as alterações hormonais da menopausa têm um impacto direto no cérebro, o que dificulta a atividade física
“As mulheres na pós-menopausa estão mais suscetíveis ao aumento de peso e problemas de saúde”, garante Victoria Vieira-Potter, especialista em nutrição e fisiologia do estudo revelado pela Universidade de Missouri, nos Estados Unidos.
O estudo revela que existe uma ligação entre os ovários e a dopamina do cérebro. Ao entrar na menopausa, muitas mulheres sentem o seu corpo mudando. O cansaço e a dificuldade em praticar exercício físico são alguns dos principais fatores e existem sérios problemas em manter a motivação, o que acaba por se refletir no aumento do sedentarismo e do peso.
A pesquisa da Universidade de Missouri mostra que a “diminuição da atividade física, e o consequente aumento de peso, podem ser causadas por alterações na atividade cerebral”, cita o Daily Mail. Este fator acaba por afetar a pessoa através de alterações de humor, depressão e ansiedade.
Depois de testes em ratos, a pesquisa garante que as alterações hormonais da menopausa têm um impacto direto no cérebro que dificulta a atividade física e que todas as consequências são provenientes dessas mudanças na vida das mulheres por volta dos 50 anos.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Álcool está diretamente relacionado a sete tipos de câncer, diz estudo


O consumo de álcool está diretamente relacionado à ocorrência de sete tipos de câncer, segundo uma revisão de estudos publicada nesta quinta-feira (21) pela revista científica "Addiction". Feita por uma pesquisadora da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, a revisão avaliou dados de pesquisas sobre álcool e câncer publicadas nos últimos 10 anos.
Os cânceres que podem ser diretamente provocados pelo consumo de álcool, segundo o estudo, são o de orofaringe, esôfago, fígado, cólon, reto e mama feminina.
Já havia um entendimento de que o álcool era um fator de risco para a ocorrência de câncer. Este estudo, porém,  comprova uma relação mais direta entre as duas coisas.
A revisão concluiu que o álcool causou cerca de 500 mil mortes por câncer em 2012, 5,8% do total de mortes por câncer no mundo. Enquanto o problema maior está relacionado ao consumo excessivo de bebidas, mesmo o consumo baixo e moderado pode representar um risco.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Sobe o numero de brasileiros infectados pela Aids nos últimos anos.

O número de brasileiros contaminados pela Aids subiu nos últimos anos. Em 2010, 700 mil brasileiros tinham Aids. No ano passado, eram 830 mil pessoas infectadas pelo vírus. Esse aumento vai na contramão de outros países.
Porto alegre é a capital brasileira com a maior taxa de pacientes com aids: 94 casos por 100 mil habitantes, segundo o Ministério da Saúde.
Para os médicos, a falta de prevenção é o principal motivo para o aumento dos casos. “O nosso modelo de prevenção faliu se continuar nessa linha que a gente vem trabalhando há muitos anos, de uma prevenção dirigida muito mais a um público geral, mais na área da informação e da educação imposta, da educação governamental”, afirma médica infectologista.
Mas não são apenas os porto-alegrenses que andam se cuidando menos. Estudo divulgado pela Organização das Nações Unidas revelou que a doença mata 15 mil pessoas por ano no Brasil.
Os dados vão na contramão do que vem acontecendo em outros países. Segundo a ONU, o número de casos caiu, apesar que pouco, em todo o mundo. Em 2010, eram 2,2 milhões de casos. Em 2015, erram 2,1 milhões de casos.
Espera que esses dados sirvam de alerta. Segundo também os pesquisadores informam que o Brasil tem 40% da população sul-americana dos casos infectados. 

terça-feira, 28 de junho de 2016

Saiu no Diário Oficial: lei que permite entrada forçada de agentes em imóveis suspeitos focos do Aedes



Nesta terça-feira, foi publicada no Diário Oficial da União a lei que permite entrada forçada de agentes de saúde em imóveis suspeitos de terem focos do Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como zika, dengue e febre chikungunya. A origem da lei foi uma Medida Provisória publicada em janeiro com o objetivo de definir as regras para o combate ao mosquito.
O presidente em exercício Michel Temer vetou parte do texto da MP transformada em lei. Entre eles está o artigo que isentava de impostos produtos como repelentes, larvicidas e inseticidas usados para o combate ao mosquito. O artigo que previa incentivo fiscal do imposto devido por pessoas físicas e jurídicas que fizessem doações a projetos de combate ao mosquito também foi vetado.
A condição para  entrada forçada de agentes de saúde é permitida nos casos em que os imóveis estejam em situação de abandono e em que o dono do imóvel esteja ausente ou não tenha permitido a entrada. Se necessário, os agentes poderão solicitar a ajuda à autoridade policial ou à guarda municipal.
A lei institui também o Programa Nacional de Apoio ao Combate às Doenças Transmitidas pelo Aedes (Pronaedes), com o objetivo de financiar projetos de combate à proliferação do mosquito transmissor. O Ministério da Saúde terá até 30 dias, contados a partir da publicação da lei, para regulamentar critérios e procedimentos para a aprovação de projetos deste programa.
Ainda de acordo com a lei, as mães de crianças acometidas por sequelas neurológicas decorrentes de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti terão direito a licença-maternidade pelo período de seis meses. Ao final desse período, a criança terá direito, na condição de pessoa com deficiência, a receber benefício de prestação continuada temporário pelo prazo de três anos.
 Visitas
Segundo o Ministério da Saúde, entre maio e junho 40.222.307 domicílios foram vistoriados pelos agentes. Contudo, em 6.578.846 de imóveis, o que representa 16,36% do total, estavam fechados ou tiveram recusas de visitas.
Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Com 6 votos a 4, STF suspende lei que autoriza uso da pílula do câncer.


Por 6 votos a 4, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira  suspender uma lei, válida desde abril deste ano, que autorizou pacientes com câncer a fazer uso da fosfoetanolamina sintética, a chamada "pílula do câncer". No mesmo julgamento, os ministros mantiveram suspensas decisões judiciais que obrigavam o governo a fornecer a substância.
Na sessão, o plenário da Corte analisou um pedido de liminar (decisão provisória) da Associação Médica Brasileira (AMB) para suspender a lei, aprovada no Congresso e sancionada em abril pela presidente afastada Dilma Rousseff. No julgaamento do mérito, ainda sem data prevista, o plenário deve decidir se anula, ou não, a lei.
Votaram para suspender a lei os ministros Marco Aurélio Mello, Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski. Outro grupo de ministros, minoritário e, portanto, vencido no julgamento, votou para liberar a substância somente para pacientes terminais: Edson Fachin, Rosa Weber, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. O ministro Celso de Mello, ausente, não votou no julgamento.
A AMB acionou o STF para derrubar a lei, que dispensou o registro Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para produção e distribuição do medicamento para tratamento de câncer. A própria lei diz que a permissão foi dada "em caráter excepcional", mesmo enquanto estudos clínicos são realizados sobre a substância.

Na ação, a AMB alegou que o uso da fosfoetanolamina, além de não ter eficácia comprovada, pode prejudicar os pacientes, ao comprometer o tratamento convencional contra o câncer. A lei, argumenta, contraria os direitos à saúde, à segurança e à vida, garantidos pela Constituição.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Microcefalia: Ministério da Saúde confirma 1.271 casos no País

O novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado nesta quarta-feira (4), aponta que até o dia 30 abril foram confirmados 1.271 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita, em todo o País. No total, foram notificados 7.343 casos suspeitos desde o início das investigações, em outubro de 2015, sendo que 2.492 foram descartados. Outros 3.580 estão em fase de investigação. O informe reúne semanalmente as informações encaminhadas pelas secretarias estaduais de saúde.
Dos casos confirmados, 203 tiveram confirmação laboratorial para o zika vírus. No entanto, o Ministério da Saúde ressalta que esse dado não representa, adequadamente, a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. Ou seja, a pasta considera que houve infecção pelo zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia.
Em todo o Brasil, os 1.271 casos confirmados ocorreram em 470 municípios, localizados em 25 unidades da federação. A microcefalia foi confirmada nos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, além de São Paulo que registrou oito casos da doença ao Ministério da Saúde, sendo um com confirmação laboratorial para zika.
No mesmo período, foram registrados 267 óbitos suspeitos de microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação (abortamento ou natimorto) no País. Destes, 57 foram confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central. Outros 178 continuam em investigação e 32 foram descartados. Já os 2.492 casos foram descartados por apresentarem exames normais, ou apresentarem microcefalias e/ou alterações no sistema nervoso central por causas não infeciosas.
Cabe esclarecer que o Ministério da Saúde está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central, informados pelos estados, e a possível relação com o zika vírus e outras infecções congênitas. A microcefalia pode ter como causa, diversos agentes infecciosos além do zika, como sífilis, toxoplasmose, outros agentes infecciosos, rubéola, citomegalovírus e herpes viral.
O Ministério da Saúde orienta as gestantes adotarem medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.
  • 1. Número cumulativo de casos notificados que preenchiam a definição de caso operacional anterior (33 cm), além das definições adotadas no Protocolo de Vigilância (a partir de 09/12/2015) que definiu o Perímetro Cefálico de 32 cm para recém-nascidos com 37 ou mais semanas de gestação e demais definições do protocolo.
  • 2. Apresentam alterações típicas: indicativas de infecção congênita, como calcificações intracranianas, dilatação dos ventrículos cerebrais ou alterações de fossa posterior entre outros sinais clínicos observados por qualquer método de imagem ou identificação do vírus Zika em testes laboratoriais.
  • 3. Foram confirmados 203 casos por critério laboratorial específico para vírus Zika (técnica de PCR e sorologia).
  • 4. Descartados por apresentar exames normais, por apresentar microcefalia e/ou malformações congênitas confirmada por causas não infecciosas ou por não se enquadrar nas definições de casos.
  • a. Conforme informado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac”, da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo 163 casos se encontram em investigação para infecção congênita. Desses, 40 são possivelmente associados com a infecção pelo vírus Zika, porém ainda não foram finalizadas as investigações.
  • b. 01 caso confirmado de microcefalia por zika vírus em recém-nascido com local provável de infecção em outra UF.
Fonte: Ministério da Saúde

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Doença de Parkinson pode atingir pessoas de todas as idades


No imaginário popular, uma pessoa com a doença de Parkinson geralmente é alguém com idade mais avançada e tremores nas mãos e nos braços. A cientista Danielle Lanzer, de 40 anos, contraria esta expectativa.
Diagnosticada aos 36 anos, Danielle tem o chamado Parkinson precoce, o mesmo que atingiu o ator Michael J. Fox, da franquia de filmes “De Volta para o Futuro”. Entre os primeiros sintomas e o diagnóstico foram seis anos. “Os primeiros sintomas motores que senti aconteceram pouco depois de uma cirurgia de apendicite. Comecei a ter dificuldade em fazer alguns movimentos que pediam precisão, de coordenação motora fina, e comecei a sentir também um leve tremor na mão esquerda. Com o tempo foi piorando, mas eu estava fazendo meu doutorado e acabei deixando um pouco de lado”, conta.
Dois anos depois, já com os movimentos mais comprometidos e uma constante fadiga, a cientista começou a investigar a causa com vários médicos. “O primeiro diagnóstico foi de tremor essencial, que é um tipo de distúrbio motor que acomete principalmente pessoas jovens, abaixo de 40 anos. Mas, com o tempo, minha condição foi piorando e já estava bem deprimida por me sentir limitada por causa da minha capacidade motora”. Em 2011, Danielle foi cursar o pós- doutorado nos Estados Unidos e a situação já era grave. “Quando voltamos, já tinha perdido minha expressão facial, as pessoas quase não ouviam o que eu falava e tinha muito problema para deglutir, principalmente líquido”, relembra.
Dois anos depois, já com os movimentos mais comprometidos e uma constante fadiga, a cientista começou a investigar a causa com vários médicos. “O primeiro diagnóstico foi de tremor essencial, que é um tipo de distúrbio motor que acomete principalmente pessoas jovens, abaixo de 40 anos. Mas, com o tempo, minha condição foi piorando e já estava bem deprimida por me sentir limitada por causa da minha capacidade motora”. Em 2011, Danielle foi cursar o pós- doutorado nos Estados Unidos e a situação já era grave. “Quando voltamos, já tinha perdido minha expressão facial, as pessoas quase não ouviam o que eu falava e tinha muito problema para deglutir, principalmente líquido”, relembra.
Com mais uma bateria de visitas médicas e exames, Danielle foi diagnosticada com Parkinson. E aceitar a condição não foi fácil. “Eu escondia isso de todo mundo. Sentia-me inferior pela minha dificuldade. Tinha receio de ser excluída do meio. O diagnóstico para mim foi o fim. Saí do consultório em choque, perdida, vagando pelo hospital. Só chorava. Fiquei um mês sem aceitar que eu tinha Parkinson, sem tomar o medicamento”. A dificuldade em aceitar a confirmação da doença levou Danielle a procurar um novo especialista. “Continuei procurando médicos especialistas em distúrbios de movimento, na esperança que ele me dissesse que eu não tinha a doença, mas foi confirmado novamente. Imaginei que iria tomar a medicação e que voltaria ser o que era antes. O médico me disse que não, que basicamente o medicamento funcionaria para retardar o processo da doença que é progressivo. E que em alguns casos, o medicamento ajudaria a recuperar aquilo que tinha perdido”.
Nesta época, a cientista não conseguia mais escrever o próprio nome. “Isso aconteceu bem na época da transição do cartão de crédito com chip e para mim foi um alívio, me sentia constrangida em lugares que eu precisava assinar o recibo, não era mais a minha assinatura. Quando eu passava cheque, o pessoal do banco me ligava achando que eu não era mais minha assinatura”, relembra. Com o medicamento correto, ela conseguiu recuperar parte dos movimentos e voltou a escrever. “Eu brincava na época que estava tão feliz de poder voltar a escrever, que eu queria assinar meu nome até nas paredes”.
Convivendo com a doença, Danielle começou a procurar outros pacientes jovens. E isso a motivou a criar um projeto chamado Vibrar Parkinson. Para suprir a carência de informações e da falta de conhecimento da população sobre o Parkinson e auxiliar na melhoria da qualidade de vida dos parkinsonianos. Apesar de ser a segunda doença neurodegenerativa em número de casos, a maioria desconhece os aspectos e sintomas da doença e ainda há aqueles que a confundem com outras patologias. “Me ajudou muito montar o projeto e começar a ter contato com outros pacientes. Antes eu não conseguia nem completar a palavra Parkinson, no Pa eu já começava a chorar. Fui me fortalecendo nesse período e conviver e ver a as necessidades de outras pessoas, o Parkinson é uma doença muito complexa, e a doença de cada um é muito diferente. Cada um tem um conjunto dos sintomas com evolução diferente”, explica.
 O Sistema Único de Saúde promove atendimento gratuito aos parkinsonianos de acordo com o Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica do SUS para pessoas com Doença de Parkinson, publicado pela portaria nº 228, de 10 de maio de 2010. Alguns medicamentos estão disponíveis gratuitamente, são eles: Levodopa/carbidopa; Levodopa/benserazida; Bromocriptina; Pramipexol; Amantadina; Biperideno; Triexifenidil; Selegilina; Tolcapona e Entacapona.




quinta-feira, 3 de março de 2016

Procura por repelentes aumenta 680% com alerta de surto da Zika


Na possibilidade de surto da Zica em algumas regiões do Brasil está fazendo toda a população ficar alerta e buscar recursos para lutar contra o Aedes aegypti. Uma das medidas de precaução é o uso constante de repelente no dia-a-dia e segundo um levantamento do Zoom, site comparador de preços e produtos, a procura por esse produto na internet já registra aumento de 680% comparando os últimos três meses (novembro de 2015, dezembro de 2015 e janeiro 2016) aos três meses anteriores (outubro, setembro e agosto de 2015), quando o cenário ainda não era tão grave. O pico de buscas por esse item aconteceu em dezembro de 2015. Nesse período a procura por repelentes cresceu 552% em relação a novembro do mesmo ano.
O líder do ranking feito pelo Zoom sobre os repelente mais buscados é o Exposis, que custa em média R$ 51,90. Na segunda posição há outro produto com o preço menor: o  Off Aerosol Com 165 Ml, que pode ser encontrado por R$ 17,60. Já o terceiro colocado é o  insetprotec Aerossol 200ml – Oxyclear e custa quase a mesma coisa: R$ 18,13.  Completam o ranking repelentes de outras marcas que custam entre R$ 10 e R$ 20 e variam de fabricante e formato, pois alguns estão disponíveis em spray e outros em loção. 
“Como nas farmácias, perfumarias e supermercados já está difícil de encontrar esse item muitas pessoas estão utilizando a internet para comprar ou até estocar repelentes”, comenta Thiago Flores, diretor executivo do Zoom. “O produto que está com maior popularidade, principalmente para uso em crianças e grávidas, é o  repelente Exposis, que custa bem mais que os outros, em média R$ 51,90”, completa.

terça-feira, 1 de março de 2016

Anvisa aprova novo medicamento para tratar obesidade

    A Anvisa aprovou, um novo medicamento para tratar obesidade em adultos. O Saxenda tem como princípio ativo a liraglutida, mesmo do Victoza, já usado no país para tratamento de diabetes tipo 2. Ambos são produzidos pelo laboratório dinamarquês Novo Nordisk.
    Até então, só havia dois remédios aprovados no Brasil para tratamento de obesidade - a sibutramina e o orlistat - e médicos criticavam a limitação do arsenal terapêutico para lidar com o problema.
O Saxenda será indicado para adultos com IMC maior que 30 ou maior do que 27 no caso dos que têm ao menos um problema de saúde relacionado ao peso, como pré-diabetes, diabetes tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia ou apneia obstrutiva do sono."A chegada de um novo medicamento para tratamento de obesidade é extremamente bem-vinda, mas isso não modifica em nada a recomendação de que qualquer perda de peso seja baseada em mudanças na alimentação e prática de atividades físicas", diz o endocrinologista Alexandre Hohl, Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem).
Como funciona
Hohl explica que o medicamento imita a ação do GLP1, substância produzida pelo corpo que reduz o apetite. Entre os efeitos colaterais que podem ocorrer estão náuseas e vômitos. "Os efeitos adversos em geral são transitórios. Um grupo muito pequeno em que o efeito não passa vai ter contraindicação para o uso."
Mesmo antes da aprovação da liraglutida para tratar obesidade, o medicamento Victoza, com o mesmo princípio ativo, já era usado irregularmente com esse fim. "Tanto o Victoza quanto o Saxenda são vendidos sem retenção de receita, o que significa que qualquer um pode comprar sem receita. Infelizmente, o Brasil é campeão mundial de automedicação e existe um erro cultural em achar que é simples usar um remédio sem acompanhamento", diz Hohl.
Apesar de Victoza e Saxenda terem o mesmo princípio ativo, a dosagem é diferente. Hohl enfatiza que o uso do Saxenda deve ocorrer apenas a partir de uma indicação médica.
Remédios já existentes para obesidade
Já aprovado para controle de peso, o orlistat, mais conhecido pelo nome comercial Xenical, reduz a absorção de gordura em 30% e a elimina nas fezes, mas não deve ser usado por quem tem dificuldade para absorver nutrientes.
Já a sibutramina age sobre a serotonina, dá a sensação de saciedade, mas seu uso foi restrito pela Anvisa pelo risco cardiovascular. A sibutramina não funciona para todo mundo. Cerca de 30% das pessoas respondem muito bem, 40% respondem razoavelmente bem, e 30% não respondem bem.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Governo de SP reduz ICMS de remédio genérico de 18% para 12%


O governador de São Paulo, assinou nesta quinta-feira o decreto que regulamenta a redução do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de medicamentos genéricos.
O governo calcula que o preço dos genéricos vai cair até 6% em razão dessa mudança. A alíquota do ICMS caíra de 18% para 12%.
A mudança é apenas uma das alterações de ICMS realizadas recentemente. Em novembro, o governo anunciou alteração da alíquota sobre a cerveja e demais bebidas alcóolicas de 18% para 20% e a do cigarro sobe de 25% para 30%.
Em novembro, também foi sancionada pelo governador a lei que institui o Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza. Esse fundo será abastecido com cerca de R$ 1 bilhão gerado com o aumento do imposto sobre supérfluos.
Outro R$ 1 bilhão será destinado ao tesouro estadual e R$ 500 milhões aos municípios. O governador propôs ainda a criação de um programa de parcelamento de débitos (PPD).
Por decreto,  Alckmin zerou o ICMS sobre arroz e feijão e reduziu de 12% para 8% o imposto sobre a areia usada na construção civil, para estimular o setor.O Fundo Estadual de Combate à Pobreza do Estado de São Paulo terá, segundo a publicação no Diário Oficial, a finalidade de promover, coordenar, acompanhar e integrar as ações governamentais destinadas a reduzir a pobreza e a desigualdade social e as suas causas e efeitos.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Vacina contra a dengue é aprovada e deve ser vendida no Brasil.

Nesta segunda-feira a aprovação do registro da primeira vacina contra a dengue no Brasil: a Dengvaxia, da francesa Sanofi Pasteur. Embora liberada para comercialização pela Anvisa, ainda falta a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos definir o valor de cada dose, processo que dura em média três meses, mas não tem prazo máximo.
O medicamento será disponibilizado para a rede particular de laboratórios. Definido o preço, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS vai avaliar se vale a pena incorporar o produto ao sistema público de imunizações. O governo vai avaliar custo, efetividade e impactos epidemiológico e orçamentário da incorporação da vacina ao Sistema Único de Saúde.A vacina é indicada para pessoas entre 9 e 45 anos e protege contra os quatro tipos do vírus da dengue. A promessa do fabricante é de proteção de 93% contra casos graves da doença, redução de 80% das internações e eficácia global de 66% contra todos os tipos do vírus. O medicamento deve começar a ser vendido no País no primeiro semestre de 2016 e a capacidade de produção do laboratório é de 100 milhões de doses por ano.O imunizante deve ser aplicado em três doses, com intervalos de seis meses. Porém, de acordo com a diretora médica da Sanofi, Sheila Homsani, a partir da primeira dose o produto protege quase 70% das pessoas. “A vacina tem eficácia a partir da primeira dose, protegendo em torno de 70% dos imunizados. A necessidade das outras doses vem porque a proteção vai caindo com o tempo, não se mantém sem as outras duas. A proteção só se mantém por muitos anos quando se tomam as três doses”, explicou Sheila.
No começo deste mês, o México foi o primeiro país a registrar a vacina contra a dengue da Sanofi, por enquanto, a única registrada no mundo. Em seguida o produto teve liberação nas Filipinas. O Brasil é o terceiro país a ter o registro do imunizante. O desenvolvimento clínico do produto envolveu mais de 20 estudos, e mais de 40 mil participantes, entre crianças, adolescentes e adultos, em 15 países.
Dados do Ministério da Saúde mostram que até a primeira semana de dezembro, 839 pessoas morreram em decorrência da dengue, um aumento de 80% em relação a 2014.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Reino Unido alerta sobre risco para a saúde associado a alimentos torrados


O consumo excessivo de alimentos ricos em amido preparados em altas temperaturas, como torrada ou batata assada, pode trazer riscos para a saúde. Isso porque, durante seu preparo, uma reação química leva à formação da substância acrilamida, que já foi associada ao aumento de risco de câncer e danos ao sistema nervoso e reprodutivo.
Um relatório científico publicado pela Agência de Normas Alimentares do Reino Unido (FSA) no início do mês chamou a atenção para esses riscos e recomendou estratégias para evitar a formação da substância durante o preparo dos alimentos.
Provavelmente carcinogênicos
A acrilamida faz parte da lista de produtos provavelmente carcinogênicos para humanos estabelecida pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (Iarc) da Organização Mundial da Saúde (OMS). Esta é a mesma categoria em que a carne vermelha passou a ser enquadrada recentemente.
Os efeitos nocivos da substância foram verificados em testes com animais e em laboratório. Segundo a FSA, o efeito nos humanos depende da quantidade do produto ingerida.
Torradas, batatas assadas e cereais
A acrilamida pode aparecer em torradas, pães e biscoitos crocantes, batatas assadas ou fritas, cereais, além de café. Geralmente, a cor escurecida típica de alimentos torrados indica a presença de acrilamida.
A agência enfatiza que não recomenda que as pessoas parem de comer qualquer alimento específico, mas sugere algumas medidas para limitar a formação de acrilamida durante o preparo de comidas:
Instruções de fabricantes sobre como fritar ou aquecer alimentos devem ser seguidas com cuidado

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Crianças que convivem com cães podem reduzir risco de asma e alergias.

Ficar exposto a um cachorro no primeiro ano de vida está ligado a uma queda de 13% no risco de desenvolver asma durante a infância. A pesquisa reuniu dados de 650 mil crianças para chegar a essa conclusão.
O estudo foi divulgado na publicação médica JAMA Pediatrics. Ele se baseia na ideia de que animais de estimação podem ajudar o sistema imunológico e evitar alergias.
Animais são uma causa comum de alergia. Metade das crianças que têm asma são alérgicas a gatos e 40% a cães, de acordo com a ONG Allergy UK.
Os animais se lambem para se limpar. Durante este processo, células da pele cobertas de saliva, caspa e pelos soltos são eliminadas. Algumas pessoas acabam desenvolvendo alergia a esta caspa animal.
Mas as descobertas desse último estudo sugerem que a exposição à caspa na infância pode ser benéfica.
Crianças que cresceram com um cão em casa tinham menos chance de ter asma aos sete anos do que crianças que não tiveram esse contato.
Viver em uma fazenda em contato com muitos animais parece dar ainda mais proteção, diminuindo o risco de asma em 50%.
Se você vive com animais, há algumas coisas que pode fazer para diminuir os riscos de uma reação alérgica, segundo a Asthma UK:
  • Tente manter os animais fora de seu quarto e, quando possível, também das áreas de convívio;
  • Banhos regulares em gatos e cachorros podem ajudar;
  • Você pode tentar usar filtros de ar e um aspirador eficiente. Isso pode ser útil para pessoas com alergia a gatos, mas não há provas claras de que realmente traz benefícios;
  • Nenhuma raça de cães é à prova de alergias porque todos eles soltam caspa.
"Alguns estudos falaram sobre o assunto, mas não um estudo longitudinal com tantas crianças. Desse ponto de vista esse é um estudo poderoso. Ele é muito bem vindo", disse Amena Warner, da Allergy UK.
Mas a organização diz que é preciso fazer mais pesquisas na área para que isso realmente se transforme em conselhos práticos para pais de crianças pequenas.
Fonte: BBC

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Psoríase atinge mais de três milhões de brasileiros.

Em 29 de outubro é celebrado o Dia Mundial e Nacional de Luta contra o Preconceito com os Portadores de Psoríase, doença imune-inflamatória crônica da pele que afeta aproximadamente 190 milhões de pessoas no mundo, das quais cerca de três milhões estão no Brasil.
Os dados são da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que estima que somente 5% dos brasileiros afetados pela doença estejam em tratamento.
Mais sobre a psoríase
A psoríase é uma doença inflamatória, crônica da pele e não contagiosa. É caracterizada pelo aparecimento de manchas avermelhadas e descamações na pele, e pode aparecer nos joelhos, cotovelos, tronco, couro cabeludo, unhas e articulações.
Embora a psoríase tenha uma causa desconhecida, sabe-se que a descamação ocorre porque as células da pele se reproduzem com muita rapidez: a doença faz com que as pessoas renovem a pele em dois ou três dias, quando a média é em 28 dias.
O diagnóstico é relativamente simples: o médico dermatologista pode, com uma análise clínica visual, detectar a doença. Nos casos de dificuldade para estabelecer um diagnóstico claro, uma biópsia é realizada.
Estudos já provaram que 30% dos casos são de origem genética, o que dificulta a prevenção. O tratamento é realizado de acordo com a gravidade da inflamação de cada paciente.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Teresópolis, RJ, terá caminhada de alerta ao câncer de mama


Teresópolis, na Região Serrana do Rio, também está entre as cidades que promoverão a tradicional caminhada do "Outubro Rosa" como forma de alerta para a prevenção ao câncer de mama, no sábado (31). Realizada pela terceira vez no município, o slogan deste ano é “Vamos tocar no assunto”. A concentração será 8h no restaurante na Avenida Feliciano Sodré, nº 221, na Várzea, com parada na Prefeitura e percurso até a Praça Balthasar da Silveira – a da Matriz de Santa Teresa, onde serão realizadas ações de saúde e de esclarecimento sobre a doença.

A iniciativa é da Prefeitura, através das secretarias municipais de Saúde e dos Direitos da Mulher, e o Grupo de Apoio Amigas da Mama. Na praça, além das ações, também serão aceitas doações de cabelo para confecção de perucas, além de lenços, gorros e bonés para pacientes oncológicos.

A iniciativa une as ações do Outubro Rosa de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama, e do Novembro Azul, focado no combate ao câncer de próstata, os principais causadores de morte entre as mulheres e os homens, respectivamente.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Bacon e outras carnes processadas podem causar câncer, diz OMS.


Comer carnes processadas como salsicha, linguiça ou bacon pode levar a câncer de intestino e a carne vermelha é uma possível causa da doença, disseram especialistas da Organização Mundial de Saúde (OMS).
A Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (Iarc, na sigla em inglês), sediada na França e parte da OMS, colocou as carnes processadas, como presunto e salsicha, na lista do grupo 1 de produtos que possuem "evidências suficientes" de ligação ao câncer. A lista inclui itens como tabaco, amianto e fumaça de diesel.
Carne vermelha -categoria sob a qual a Iarc colocou carne bovina, de cordeiro e porco- foi classificada como "provável" agente cancerígeno na lista do grupo 2A, que contém glifosato, ingrediente ativo em muitos pesticidas.
Grupos da indústria de carnes rejeitaram as descobertas como simplórias, embora alguns cientistas digam que podem não acrescentar muito às atuais recomendações de saúde para limitar o consumo de tais carnes.
"Para um indivíduo, o risco de desenvolvimento de câncer de intestino por conta do consumo de carne processada continua pequeno, mas o risco aumenta com a quantidade de carne consumida", disse o Kurt Straif, chefe do Programa de Monografias da Iarc, em nota.
A classificação mais baixa para carne vermelha refletiu "evidências limitadas" como causadora de câncer. A Iarc descobriu ligações principalmente com câncer de intestino, mas também observou associações com câncer de pâncreas e próstata, acrescentou.

A Iarc não compara o nível de risco de câncer associado a diferentes substâncias em uma determinada categoria, então não sugere que comer carne é tão perigoso como fumar, por exemplo.
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