Prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta segunda-feira (21) que vai manter a velocidade máxima em 50 km/h na faixa da direita das pistas locais das marginais Tietê e Pinheiros.
Durante a campanha, o tucano havia prometido retornar o limite para 60 km/h em toda a via. Logo após as eleições, ele chegou a dizer que a mudança aconteceria já na primeira semana de mandato. Doria alega, no entanto, que a nova decisão não altera o seu planejamento original.
Mas, segundo ele, as mudanças repentinas no limite de velocidade poderiam confundir os motoristas.
“Os nossos estudos indicaram que ficaria um pouco difícil para a população, ao dirigir os seus automóveis, indicar claramente onde era 50 km/h, onde era 60 km/h. Principalmente porque os radares vão continuar a fazer o seu serviço. Não mais com a volúpia e não mais com a GCM com as pistolinhas, mas o sistema de controle de velocidade vai continuar”, justificou-se.
Segundo o prefeito eleito, apenas a primeira faixa das pistas locai, utilizada pelos ônibus e no acesso dos veículos para as marginais, não terá a velocidade aumentada. Nas demais faixas, o limite sobe para 60 km/h.
Já a promessa de retornar a velocidade máxima para 70 km/h e 90 km/h nas pistas central e expressa, respectivamente, será cumprida integralmente, garante o tucano.
Redução de gratuidades
Doria também disse que estuda reduzir as gratuidades oferecidas nos ônibus da capital.
Redução de gratuidades
Doria também disse que estuda reduzir as gratuidades oferecidas nos ônibus da capital.
Segundo o futuro secretário de governo Julio Semeghini, os benefícios como o bilhete único e o passe livre para estudantes e idosos custam aos cofres públicos cerca de R$ 750 milhões ao ano.
Como o tucano prometeu não elevar a tarifa durante o seu primeiro ano de mandato, a equipe de transição ainda não sabe de onde vai tirar o dinheiro para bancar este subsídio.
“A tarifa não muda. Quero reafirmar que a tarifa ficará mantida a R$3,80 até 31 de dezembro de 2017.
Em relação à gratuidade, estamos estudando.
Oportunamente nós vamos comunicar o resultado”, disse Doria após evento do Grupo de Líderes Empresariais (Lide) na Zona Sul da cidade.
Durante a gestão de Fernando Haddad (PT), as gratuidades no transporte público foram ampliadas.
A idade para os idosos não pagarem passagem, por exemplo, caiu de 65 para 60 anos; estudantes da rede pública de ensino e universitários com bolsas do Prouni ou financiamento pelo Fies deixaram de pagar meia
e ganharam passe livre; e, por fim, ainda foi criado o bilhete único semanal e mensal, que aumentou o desconto para quem anda de ônibus frequentemente.
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