quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Manifestação de estudantes em São Paulo termina com confronto com a PM


Estudantes de escolas públicas fizeram na manhã desta quinta-feira (15) um protesto por vias da capital paulista contra a reestruturação da rede de ensino estadual que o governo paulista pretende implantar já a partir do início de 2016. Com a mudança, cada unidade escolar passaria a receber apenas alunos de um dos ciclos da educação. Mais de 1 milhão de alunos precisariam ser transferidos com a medida. Ao final da manifestação, no Palácio dos Bandeirantes, na Zona Sul de São Paulo, houve tumulto.
Após uma passeata que começou no Largo da Batata, em Pinheiros, os alunos seguiam reunidos em frente à portaria 2 do Palácio, na Avenida Morumbi, quando alguns mascarados começaram a balançar e chutar os portões.- Às 8h, protesto começou no Largo da Batata com faixas e cartazes para criticar a gestão do governador Geraldo Alckmin.
- Às 10h, estudantes saíram em caminhada e fecharam a Avenida Faria Lima.
- Às 10h30, interditaram pista da Marginal Pinheiros.
- Às 11, Marginal Pinheiros foi liberada.
- Às 12h15, manifestantes chegam ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual.
- Às 13h, mascarados jogam pedras e rojões contra a sede do palácio. Policiais Militares revidaram com bombas de gás lacrimogêneo.
- Às 13h30, protesto é encerrado sem feridos e sem prisões.
Pedras, garrafas e até uma lixeira foram atiradas contra policiais militares que se posicionavam dentro da sede do governo para acompanhar a manifestação. Um dos mascarados chegou a escalar o muro do Palácio.
Os mascarados usaram um grande pedaço de madeira para tentar arrombar o portão. As luminárias instaladas na parede externa da sede foram arrancadas e destruídas. A PM respondeu com bombas de gás. Pelo menos seis bombas foram atiradas contra os mascarados que acabaram se dispersando e fugindo do local.
Na fuga, pela Avenida Padre Lebret, os mascarados atiraram pedras contra um carro da PM que passava pelo local. O para-brisas foi atingido por três vezes e acabou destruído.
O Capitão Alan, que comanda o policiamento na área, afirmou que, até as 13h45, não havia sido informado sobre alguma prisão ou atendimento a feridos.
Em nota, o governo estadual afirmou que "A Casa Militar, responsável pela segurança do Palácio dos Bandeirantes, está calculando os danos causados pela ação truculenta de vândalos infiltrados na manifestação.
Segundo ele, a insatisfação dos alunos é uma prova de que a mudança só vai piorar a educação no estado. "Vão fechar escolas e é inevitável que aumentem o número de alunos por sala de aula. É justamente o contrário que precisamos pra melhorar o ensino. Mais escolas e diminuir a quantidade de alunos por sala", explicou.



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