quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Corpo de Miele deixa casa do produtor e segue para funerária.


Por volta das 14:20 desta quarta-feira, o corpo de Luiz Carlos Miele deixou a casa onde o produtor, ator e diretor vivia, na Zona Sul do Rio, e seguiu para o laboratório da funerária, em Inhaúma, na Zona Norte da cidade. Segundo a assessoria de imprensa do artista, o corpo será embalsamado. O velório acontecerá nesta quinta, 15, a partir das 7h, na Câmara dos Vereadores, e será aberto ao público. O enterro será às 16h, no Cemitério do Caju, Zona Portuária da capital fluminense.
Miele teve um mal súbito na manhã desta quarta, em sua casa no bairro de São Conrado, Zona Sul carioca. Anita, com quem ele foi casado por 47 anos, encontrou o corpo do artista caído no chão do escritório. Ela ligou para o Corpo de Bombeiros, mas, quando os agentes chegaram, ele já estava morto.
Muito abalada, Anita esposa de Miele ainda não falou com a imprensa sobre o assunto. "Ela está destruída. Foram 50 anos de casamento... Anita não tem condições de falar", informou Vânia Barbosa, assessora de imprensa do produtor, contando ainda que a mulher de Miele permaneceu deitada por muito tempo ao lado dele.
No momento em que o corpo estava sendo colocado no carro para ser levado para o laboratório, Anita assistia a tudo da varanda de casa, chorando muito. Vários vizinhos acenavam para ela. "A mulher dele está em estado de choque, não consegue falar nada, está abalada demais", reforçou Vânia.
Assessora também comentou que Miele nunca teve problemas sérios de saúde. "Essa vontade que ele tinha de viver impedia que doenças críticas se aproximassem dele. Fazia regularmente exames e academia em casa. Nunca sentia dor de peito, coração, essas coisas. Esse mal súbito provavelmente foi um infarto fulminante", disse.

História e trajetória de Miele:
Miele começou a carreira aos 12 anos, quando participou do programa "Meu Filho, Meu Orgulho", na Rádio Excelsior de São Paulo. Ainda criança, ele participou no "Clube do Canguru Mirim", programa infantil em que contracenou com Érlon Chaves, Régis Cardoso e Walter Avancini.
Parceria com Ronaldo BôscoliEle trabalhou como locutor das rádios Nacional, Excelsior e Tupi, nos anos 1950. Começou como assistente de estúdio e passou por diversas outras funções na emissora. Depois de se mudar para o Rio de Janeiro, em 1959, ele foi assistente de direção na TV Continental e dividiu o apartamento com Francisco Milani, no bairro do Catete, na Zona Sul do Rio.
Em 1959, Miele conheceu Ronaldo Bôscoli e os dois passaram a dividir um apartamento em Copacabana, com mais três pessoas. Miele e Bôscoli foram responsáveis por várias produções e espetáculos bem-sucedidos com artistas como Wilson Simonal, Sérgio Mendes, Sarah Vaughan e Roberto Carlos.
Em abril de 1965, eles foram contratados pela Rede Globo. Juntos, produziram os programas "Alô, Dolly", "Dick & Betty 17", sitcom musical estrelada pelo cantor Dick Farney e pela atriz Betty Faria, e "Um Cantor por Dez milhões, Dez Milhões por uma Canção".
Em 1985, Miele deixou a Globo e foi trabalhar na TV Manchete, onde apresentou os programas "Miele & Cia." e "Ele & Ela", com Leila Richers. Em 1992, no SBT, apresentou o programa "Coquetel".'Fantástico'
No ano de 1973, ele foi responsável pela parte musical do "Fantástico", junto com Ronaldo Bôscoli. Ele apresentou ao lado da atriz Sandra Bréa o musical "Sandra & Miele", inspirado no universo dos shows da Broadway. Como humorista, Miele ainda fez participações nos programas "Faça Humor, Não Faça Guerra", em 1970, "Satiricom", em 1973, e "Planeta dos Homens", em 1976. Também protagonizou alguns monólogos no "Fantástico".
No cinema, ele atuou no filme "O Homem Nu", de Hugo Carvana, em 1997, baseado no livro de Fernando Sabino. Retornou em 2002 para a televisão, para apresentar o programa de entrevistas "A Vida é um Show", na TV Educativa do Rio. Em 2008, integrou o elenco do filme "A Casa da Mãe Joana", de Hugo Carvana. Em 2012, participou de "As Aventuras de Agamenon, o Repórter" e de "Os Penetras".
Em 2004, lançou o livro "Poeira de Estrelas: Histórias de Boemia, Humor e Músicas", publicado pela Ediouro, e organizou o "Bossa Nova in Concert", espetáculo realizado no Canecão, Rio de Janeiro.
Miele participou da série "Mandrake", em 2005, baseado nos contos de Rubem. Na Globo, em 2008, esteve no elenco de um episódio do seriado "Casos & Acasos" e, em 2011, do seriado "Tapas & Beijos", como Giusepe, o pai do personagem de Vladimir Brichta.
O ator interpretou um poderoso e corrupto político na minissérie "O Brado Retumbante", de Euclydes Marinho. Em 2014, Miele trabalhou em duas produção da Globo: na minissérie "A Teia" e na novela "Geração Brasil".
Luiz Carlos Miele também gravou com Cauby Peixoto e Elis Regina, se apresentou como crooner da Rio Jazz Orquestra. O artista foi o apresentador oficial do Moliére, maior prêmio do teatro brasileiro, e  diretor artístico da Casa de Cultura da Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro.




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