segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Alckmin vai publicar decreto que oficializa reorganização escolar em SP


O Governo do Estado de São Paulo publicará nesta terça-feira o decreto que oficializa a reorganização escolar que levará ao fechamento de 94 escolas da rede estadual de ensino.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira pela Secretaria Estadual da Educação, apesar de a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) ter prometido ampliar os diálogos com a sociedade após a medida se tornar alvo de protestos de estudantes, pais, professores e movimentos sociais.
Segundo o governo paulista, 194 escolas permanecem ocupadas por alunos que são contrários à reorganização escolar, que afetará cerca de 311 mil estudantes em todo o Estado.A opção do governo Alckmin em alterar o funcionamento da rede de ensino tem uma motivação "pedagógica". De acordo com a secretaria da Educação, as escolas que apresentam ciclo de aprendizagem dividido por série e idade têm resultados melhores , com desempenho 10% superior na comparação com aquelas que poussem vários segmentos. 
Antes do anúncio oficial sobre a publicação do decreto, a informação vazou em meio a uma gravação divulgada na internet pela página Jornalistas Livres. Em reunião realizada neste domingo (29), o chefe de gabinete do secretário Herman Voorwald, Fernando Padula, havia antecipado o anúncio a dirigentes regionais do ensino.
No mesmo encontro, Padula diz que os gestores precisam "desqualificar" os protestos de estudantes. "Temos que desqualificar o movimento, ele é político, partidário”, diz o chefe de gabinete, destacando a presença de grupos como a Apeoesp (sindicato dos professores) e do MTST nos atos contra a reorganização escolar. As duas entidades são historicamente contrárias à gestão tucana. 
Na gravação, Padula fala ainda que a secretaria está "no meio de uma guerra", e diz que "nem passou pela cabeça" do governador Geraldo Alckmin suspender a proposta de reorganização escolar. 
A secretaria da Educação confirmou que a gravação foi realizada na reunião deste domingo. Segundo a pasta, Fernando Padula quis enfatizar que é preciso "combater os protestos com diálogo". Ainda de acordo com a secretaria, o trecho em que o chefe de gabinete fala sobre o governo estar em meio a uma guerra teria o sentido de que os gestores precisam se manter perseverantes no diálogo com os estudantes.



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